home Sem categoria Transformação digital desafia CIOs em 2019

Transformação digital desafia CIOs em 2019

Os tempos mudaram e, por isso, é preciso adequar as estratégias. Se antes executar projetos de inovação pontuais era suficiente para algumas empresas, hoje é preciso fazer muito mais. A transformação digital já está em curso e o desafio das organizações é acompanhar esse movimento. Especialmente porque, de acordo com o Gartner, ele deixou de ser experimento e agora é mainstream.

Nesse contexto, é preciso ser criativo, saber inovar, buscar soluções, reinventar processos. Além disso, é fundamental incorporar novas tecnologias como a inteligência artificial e o machine learning às estratégias da organização.

Diante desse novo cenário, cada vez mais, os CIOs buscam ajustar o projeto de crescimento da empresa, considerando as novas possibilidades, tendências e soluções tecnológicas. Tanto é verdade que as iniciativas digitais estão no topo da lista de prioridades dos CIOs em 2019. De acordo com dados da Gartner, 33% das empresas estão nas etapas de escala ou refino da maturidade digital. Em 2018, apenas 17% delas estavam nesse nível.

Ainda assim, a jornada rumo à transformação digital deve exigir muito mais dos CIOs e dos seus times. Há um universo de desafios para superar e outras tantas possibilidades para explorar.

Quer entender melhor esse cenário, as tendências e o melhor caminho para acompanhar esse movimento? Avance na leitura desse artigo!

Contexto da transformação digital

O momento que a sociedade vive realmente tem suas particularidades e elas impactam diretamente na relação entre as marcas e os clientes, bem como na jornada de compra. São fatores importantes a serem considerados:

    1. O consumidor está cada vez mais exigente – Porém, se engajado, ele também tende a ser mais fiel. Daí, a importância de conhecê-lo, entendê-lo e saber quais são suas reais demandas. Somente assim é possível fazer a oferta no momento certo.
    2. A entrega de ‘produtos’ digitais é rápida – Se antes o cliente se deparava com burocracia e demora na compra e recebimento de uma mercadoria ou serviço, hoje tudo é feito com mais agilidade. É possível, por exemplo, comprar um produto e receber no mesmo dia em grandes cidades ou, ainda, solicitar um serviço via aplicativo e ser atendido de imediato.
    3. Segurança da informação e tecnologia de ponta são indispensáveis – Como a experiência e a jornada de compra do consumidor mudaram, é preciso modernizar a estrutura da organização e usar as melhores ferramentas e soluções. Tudo pensado para garantir a entrega de serviços e produtos com alta tecnologia e segurança aplicadas.

 

Dito isso, a questão central é: como o CIO pode inovar e acompanhar esse novo momento do mercado? É preciso buscar tornar a empresa digital, de fato, por meio de mudanças e adaptações nos modelos de negócios. É fundamental que elas tenham longo alcance e sejam duradouras e aplicáveis a todos os setores da economia. Afinal, esse não é um movimento isolado.

A seguir, é possível conhecer as tendências apresentadas pela Gartner no levantamento 2019 Gartner CIO Agenda. O estudo reúne dados obtidos com a participação de 3.102 CIOs de 89 países e das principais indústrias. Eles representam cerca de US$15 trilhões em receita/orçamentos do setor público, além de US$ 284 bilhões em investimentos em tecnologia da informação.

1. Construir um modelo de negócio digital

A pesquisa Gartner indicou que 99% dos CIOs acreditam que é muito ou extremamente importante mudar o modelo de negócio, tornando-o muito mais atual e digital. Depois do crescimento, essa é a segunda  prioridade para organizações tanto do setor privado como também do público.

Apenas nos últimos 12 meses, os negócios digitais atingiram um ponto de inflexão à medida que as organizações ampliaram suas capacidades digitais até onde era possível. Para ir além, é preciso traçar uma estratégia ainda mais robusta.

Visando a digitalização em grande escala, os CIOs e os líderes seniores de TI estão focados na construção de capacidades e no uso de todo o potencial da organização para conquistar o engajamento do consumidor.

É fundamental que os CIOs sejam assertivos na construção de projetos completos, considerando o fortalecimento dos recursos da sua organização em três áreas:

  1. Volume: permitindo que mais consumidores acessem as plataformas e mais transações sejam feitas via canais digitais;
  2. Escopo: definindo-o com precisão e ampliando-o, sempre que necessário, permitindo que os consumidores tenham acesso a uma variedade de serviços, produtos e atividades diferentes.
  3. Agilidade: ganhando mais velocidade e segurança para aumentar o tempo de resposta à mudança, tomando como base as alterações identificadas na demanda do consumidor.

2. A tecnologia e a pressão levam à reinvenção

As soluções e ferramentas tecnológicas trazem um amplo leque de novas possibilidades. A saber, inteligência artificial, desenvolvimento de chatbots, machine learning são apenas alguns dos drivers digitais que permitem inovar e, simultaneamente, também impõem às organizações novos desafios.  

Além disso, as empresas sofrem pressão diariamente para encarar esse movimento com ousadia e inovação e, de fato, se transformarem digitalmente. E essa pressão é feita por diferentes atores que influenciam na gestão. Para citar alguns, os conselheiros das empresas, os CEOs e os clientes, que, em sua maioria, já são digital first, ou seja, consomem serviços, produtos e conteúdos digitalmente.

Neste cenário, as organizações se sentem obrigadas a mudar o foco do que vendem para como elas vendem. Desse modo, além de reinventar o modelo de negócio da empresa, é preciso adaptar e recriar também a jornada de compra.

Isso porque o perfil e o comportamento do consumidor mudaram, e as técnicas e ferrramentas para se manter conectado com seu público também.

Dentre os entrevistados pela pesquisa Gartner, 49% deles relataram que o modelo de negócios da organização já mudou ou está mudando para se enquadrar neste novo momento e ter sucesso.

Com o objetivo de manter a organização financeira forte e competitiva, os CIOs devem se manter ativos nas discussões sobre transformar digitalmente negócios, buscando referências, cases e tecnologias que possam ser incorporadas à estratégia da empresa.

Além disso, é essencial conhecer os recursos e as possibilidades dadas pela tecnologia da informação atualmente. Existe um universo à parte de possibilidades que podem ser exploradas com as técnicas e equipamentos certos.

3. O consumidor está no centro e as métricas também

O ambiente digital oferece às organizações novas maneiras de envolver seu público, proporcionando a ele uma experiência mais positiva. Além disso, permite ainda acompanhar o ciclo de vida do consumidor e gerenciar os custos dos processos e projetos.

O cliente deve estar no centro da estratégia da organização financeira, orientando ações, projetos e iniciativas que devem ser executadas pela equipe. Para completar, o CIO deve fazer uma gestão pautada por indicadores de desempenho claros e precisos.

Portanto, dois elementos são indispensáveis para o gerenciamento: se manter conectado com seu cliente, bem como munido de números e métricas. Ambos são como insumos para o crescimento da organização.

Dentre as métricas mais usadas e citadas pelos CIOs entrevistados pela Gartner, vale destacar algumas delas. Veja a seguir:

Métricas internas

  • Economia de tempo para a organização;
  • Percentual de receita de serviços, canais e produtos digitais novos;
  • Velocidade de inovação – lançamento de novo produto/serviço;
  • Percentual de produtos e serviços entregues via canais digitais.

Métricas do consumidor

  • Número de consumidores usuários regulares dos nossos aplicativos;
  • Impacto sobre a experiência do consumidor;
  • Número de consumidores que baixaram os aplicativos;
  • Compreensão de comportamento do consumidor.

Para os CIOs, as métricas são ferramentas que ajudam a medir o que realmente importa, direcionando os recursos para transformar digitalmente o negócio e levar mais satisfação ao cliente.

4. Proteção cibernética deve ser prioridade

A confiança do consumidor e do mercado na empresa é seu ativo mais valioso. Daí, a importância de voltar esforços e investimentos para a proteção dos dados da organização.

Dentre os CIOs entrevistados pela Gartner, 95% acreditam que as ameaças à segurança cibernética devem aumentar.

Entre aqueles com maior performance, 57% conferem essa responsabilidade ao CIO. Ou seja, têm consciência que esse é um desafio a ser superado.

O principal objetivo é estabelecer e manter uma política de segurança cibernética, que seja capaz de proteger os dados da empresa, dos profissionais, de parceiros e dos clientes em uma plataforma blindada.

O melhor caminho para construir essa rede segura internamente na organização é apostar alto em tecnologia. Com o apoio do gestor de TI e dos líderes de segurança e risco, é possível avaliar e identificar quais as soluções recentes são as mais adequadas para proteger a empresa contra ataques avançados, bem como se transformar digitalmente.

Com a adoção do cloud computing, por exemplo, os dados ficam sempre acessíveis e blindados. O machine learning também tem sido adotado. Usando técnicas de sistemas de segurança baseados na Internet das Coisas (IoT), corporações já evitam fraudes e prejuízos financeiros em tempo real.

5. Abordagem passa a ser centrada no produto

A transformação digital exige flexibilidade e disrupção. É preciso abandonar conceitos, técnicas e processos e abrir espaço para o novo ou, pelo menos, para o que será reinventado. Muito possivelmente, a forma como o seu time trabalha também irá mudar, ainda que seja aos poucos.

Se atualmente, a distribuição de atividades e atribuições é feita pontualmente para cada projeto, o ideal é rever essa maneira de conduzir os trabalhos. Isso porque é muito mais interessante e produtivo passar a trabalhar com uma integração contínua focada na entrega.
Quando o setor adota um modelo de trabalho centrado no produto, a atmosfera organizacional muda e o engajamento dos profissionais também. Em um ambiente colaborativo, as pessoas se sentem mais confiantes e dispostas a trabalhar por um objetivo comum.

Desse modo, membros dos setores de finanças e de negócios, por exemplo, passam a trabalhar juntos visando entregar o produto e alcançar os resultados esperados.

Com essa nova metodologia, é possível gerar resultados de negócios com mais velocidade e maior qualidade. Ao mesmo tempo, a satisfação do cliente e do funcionário também melhora.

De acordo com a pesquisa, 55% dos CIOs entrevistados relatam que estão se movendo do trabalho focado no projeto para a entrega de produto.

Mas, afinal, como o CIO pode articular essa transição? Algumas ações estratégicas são fundamentais. Veja:

  • Determinar as barreiras técnicas para a centralização do produto e envolver os pares na busca por uma solução coletiva;
  • Prestar atenção às questões humanas, identificando as lacunas de habilidades, bem como os possíveis impactos na mudança cultural da organização;
  • Construir relacionamentos com outras áreas interessadas na valorização dos recursos de TI para negócios digitais e na adaptação do modelo de trabalho.

6. Nova estratégia exige inovação e equilíbrio

Com o avanço da tecnologia e as novas tendências, as empresas precisam encarar a transformação digital. Neste contexto, ousadia, TI sólida e, claro, estratégia são fundamentais para ter sucesso nessa jornada.

Para os CIOs, o desafio é ainda maior. Eles devem combinar tecnologias novas e disruptivas, como a inteligência artificial, com a infraestrutura existente buscando um equilíbrio e garantindo o alcance de resultados.

Operando em uma escala digital, a organização financeira transforma seu modelo operacional e se reinventa de tal modo que:

  • Melhora os processos, a infraestrutura e a capacidade de TI e de negócios;
  • Fornece produtos e serviços inovadores e transformadores;
  • Entrega resultados efetivos com mais agilidade e tecnologia aplicadas;
  • Muda a experiência do cliente levando ao aumento da sua satisfação.

A fim de conquistar esses resultados, os CIOs precisam encontrar maneiras de redistribuir os investimentos entre sistemas usuais, que consomem 71% do orçamento, e as novas tecnologias potencialmente disruptivas.

De acordo com o Gartner, mais da metade das organizações pesquisadas transferiram pelo menos uma função para a nuvem, e 1/5 dos principais funcionários estão executando o ERP totalmente baseado na nuvem.

As tecnologias disruptivas têm sido cada vez mais adotadas por empresas que buscam  reformatar e digitalizar o seu modelo de negócio. Segundo a pesquisa Gartner, no Brasil, Data Analytics e Inteligência Artificial (IA) foram, de longe, as tecnologias mais mencionadas pelos entrevistados como as mais disruptivas.

Quando questionados sobre o uso da IA, 34% dos CIOs brasileiros responderam que já usaram a tecnologia por meio de chatbots, otimização de processos ou aplicativos de detecção de fraude.

Nesse ritmo, o movimento de intensificação do uso de novas tecnologias deve ganhar ainda mais força e adeptos. Contudo, para ter sucesso é imprescindível que os projetos contem com liderança, escopo de dados e investimentos significativos. A transformação digital depende de um conjunto de elementos bem geridos, ou seja, está nas mãos do CIO.

Quer saber como conduzir a organização financeira neste novo tempo? Conheça as tendências da tecnologia para o mercado financeiro até 2030 em nosso artigo sobre o tema e aprenda a se preparar.

Quer dar um primeiro passo no desenvolvimento de Inteligência Artificial em sua transformação Digital?

Crie uma conta na plataforma People e inicie a construção de seu Chatbot integrado ao WhatsApp, Telegram, Skype e outras redes.

Gostou? Compartilhe:

Equipe Cedro

Equipe Cedro

Empresa focada em tecnologia e referência em inovação para o mercado financeiro e em soluções de TI e mobile.