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Transformação digital: as 10 tendências em IoT até 2023

A transformação digital segue em um ritmo acelerado. Cada vez mais, as empresas adotam novas tecnologias a fim de modernizar e otimizar os processos, aumentando o desempenho da empresa e o engajamento do consumidor.

Para acompanhar esse movimento, ao incorporar TI para o mercado financeiro, as instituições bancárias vêm apostando em chatbots, machine learning e inteligência artificial. Tudo isso para fortalecer a organização por meio da definição de políticas e projetos inovadores.

Quando os CIOs descobrem as possibilidades e oportunidades da Internet of Things, em português, Internet das Coisas (IoT), eles podem impulsionar o crescimento do negócio.

Considerando esse cenário, a Gartner elencou as principais tendências tecnológicas que irão impactar na transformação digital das empresas até 2023. Elas permitirão novos fluxos de receita e modelos de negócios, bem como novas experiências e relacionamentos.

Aos CIOs, cabe o desafio de garantir que as instituições financeiras tenham as habilidades e os parceiros necessários para adotar as principais tendências e tecnologias emergentes da IoT. Veja, a seguir, quais são elas e saiba como se preparar para esse novo momento.

1. Inteligência artificial (IA)

Cada vez mais, IA se consolida como uma tendência que veio para ficar. De acordo com a Gartner estima-se que, em 2019, 14,2 bilhões de coisas conectadas estarão em uso, produzindo um volume imenso de dados. Até 2021, esse número deve chegar a 25 bilhões.

A inteligência artificial pode ser aplicada a uma ampla gama de informações da IoT, incluindo vídeo, imagens estáticas, fala, atividade de tráfego de rede e dados de sensores.

Neste contexto, os CIOs têm o desafio de construir uma organização com as ferramentas e habilidades necessárias para explorar a IA na estratégia de IoT.

2. IoT social, legal e ética

Com o avanço da IoT e o amplo uso dessa tecnologia pelas empresas, uma série de questões sociais, legais e éticas passam a ganhar relevância nos debates sobre o tema. É preciso pensar em vários aspectos, tais como:

  • Propriedade dos dados e as deduções feitas a partir deles;
  • Tendência algorítmica;
  • Privacidade;  
  • Conformidade com regulamentos como o Regulamento Geral de Proteção de Dados.

Isso porque não basta que uma solução de IoT seja tecnicamente eficaz, ela precisa também ser socialmente aceitável.

É importante que os CIOs considerem não apenas a estratégia tecnológica, mas também a reflexão sobre o que é válido do ponto de vista moral e de respeito à privacidade. Vale, por exemplo, formar grupos de profissionais, como conselhos de ética, para revisar a estratégia corporativa e os valores adotados.

Outra estratégia importante: contratar consultorias externas para revisar os algoritmos-chave e sistemas de inteligência artificial, para que seja possível identificar potenciais efeitos negativos para correção imediata.

3. Valor da informação

Cada vez mais, a monetização de dados ganha valor: eles são vendidos como um ativo comercial estratégico a ser registrado nas contas da empresa. Em 2017, de acordo com a Gartner, 35% dos entrevistados já estavam vendendo ou planejando vender dados coletados por seus produtos e serviços.

A Gartner prevê ainda que, até 2023, a compra e venda de dados da IoT se tornarão parte essencial de muitos sistemas de IA.

Para os CIOs das instituições financeiras, o desafio é compreender os riscos e as oportunidades decorrentes da intermediação de dados e compartilhar essa visão com a equipe de profissionais. Somente assim será possível definir as políticas de TI necessárias para essa área e orientar outros setores  da organização.

4. Mudanças na Edge Computing

Depois da cloud computing, chegou a vez da Edge Computing, uma computação descentralizada e local. Sua função é aproximar o computador ou qualquer dispositivo IoT de roteadores e gateways, ficando entre a nuvem e o usuário.

A partir de agora, a tendência é de que a arquitetura de borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações, evolua para uma arquitetura não estruturada, composta de uma ampla variedade de “coisas” e serviços conectados em uma malha dinâmica.

Assim, os sistemas de IoT devem se tornar mais flexíveis, inteligentes e responsivos. É preciso que as instituições se preparem para o impacto das arquiteturas de malha na infraestrutura, nas habilidades e no fornecimento de TI.

5. Governança

Com o uso de novas tecnologias disruptivas, como os chatbots, fica cada vez mais evidente a necessidade de uma estrutura de governança. Ela deve garantir  o comportamento apropriado na criação, armazenamento, uso e exclusão de informações relacionadas a projetos de IoT. A governança requer várias atividades, tais como:

  • Auditorias de dispositivos;
  • Atualizações de firmware;
  • Controle de dispositivos;
  • Uso das informações geradas por eles.

6. Sensores inovadores

Até 2023, a Gartner estima que o mercado de sensores deve evoluir muito. Novos sensores irão permitir que uma variedade maior de situações e eventos sejam detectados. Além disso, os sensores já disponíveis no mercado devem sofrer queda de preço. Eles ainda poderão ser empacotados de diferentes maneiras para suportar aplicativos recentes.

Nesse intervalo, novos algoritmos também devem surgir para deduzir mais informações das tecnologias de sensores atuais. É fundamental que os profissionais acompanhem as inovações dos sensores para identificar aquelas que podem gerar novas oportunidades e inovações nos negócios.

7. Mais confiança em Hardware e Sistema Operacional

Segundo a Gartner, a segurança é a área que mais traz  preocupação técnica para as organizações que implantam sistemas de IoT. Isso porque, normalmente, as empresas não têm controle sobre a origem e a natureza do software e do hardware aplicados na internet das coisas.

Até 2023, a expectativa é de que novas combinações de hardware e software que, juntas, criem sistemas de IoT mais confiáveis ​​e seguros.

8. Melhor user experience

A perspectiva de melhoria da experiência do usuário tem o respaldo em quatro fatores:

  • Novos sensores;
  • Novos algoritmos;
  • Novas arquiteturas de experiência;
  • Contexto e experiências socialmente conscientes.

Com um número crescente de interações em coisas que não têm telas e teclados, os designers de UX serão obrigados a usar novas tecnologias e adotar novas perspectivas. Tudo para garantir a criação de um UX superior que reduza o atrito, bloqueie usuários e incentive o uso e a retenção.

9. Chips de silício

Atualmente, a maioria dos dispositivos de ponto de extremidade da IoT usa chips de processador convencionais, com arquiteturas de ARM (Advanced RISC Machine)  de baixa potência. Porém, tal estrutura é insuficiente para algumas tarefas, comprometendo, por exemplo, o desempenho de redes neurais profundas (DNNs).

Até 2023, novos chips de finalidade especial devem levar à redução do consumo de energia necessário para executar um DNN, permitindo novas arquiteturas de borda e funções DNN incorporadas em terminais de IoT de baixa potência.

Os chips de silício são a melhor opção, já que trazem funções como inteligência artificial embarcada, permitindo a criação de produtos e serviços altamente inovadores.

10. Novas tecnologias de rede sem fio

A rede sem fio é fundamental para o sucesso das iniciativas de IoT. Sem ela, o celular não consegue se conectar ao computador de bordo do carro, por exemplo.

Para dar suporte aos projetos de IoT, a rede sem fio precisa atender vários critérios, como custo de ponto de extremidade, consumo de energia, largura de banda, latência, densidade de conexão, custo operacional, qualidade de serviço e faixa. Até então, nenhuma tecnologia de rede do mercado é capaz de oferecer tudo isso.

Contudo, a expectativa é que esse cenário mude e novas opções ganham destaque como possíveis alternativas. Além de uma variedade maior, as novas tecnologias de rede IoT devem trazer também mais flexibilidade. Os próximos projetos de internet das coisas devem explorar a 5G.

Quer saber mais sobre chatbots, machine learning, transformação digital e outras tendências? Acompanhe o blog da Cedro Technologies e entenda como a TI para o mercado financeiro está simplificando e otimizando o processo de inovação no setor.

 

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Eduardo Finzi

Eduardo Finzi

Eduardo Finzi é Diretor de TI da Cedro, com experiência como cientista da computação em empresas do segmento atacadista, telecom e financeiro.