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Tendências de tecnologia para 2019: IA e Machine Learning são destaque

O ano de 2019 pode ser o divisor de águas da transformação digital para as empresas: entre as que esperaram para embarcar nas novas tendências de inteligência artificial e aprendizado de máquina (machine learning) e aquelas que já usufruem da mina de ouro que esses avanços trazem para a indústria de tecnologia.

Isso é o que acredita Daniel Newman, especialista em transformações digitais, analista principal e sócio-fundador da consultoria Futurum Research + Analysis, que escreveu sobre o assunto para a revista Forbes. O que potencialmente pode acontecer em 2019? Quais as novidades e inovações usadas para treinar máquinas? E você, CIO, sabe quais são as tendências de 2019 que vão impactar seus negócios?

Acompanhe o post e veja 3 tendências que o especialista sugere e outras 10 divulgadas pela consultoria Gartner:

1. Novos usos no treinamento de máquinas

Em 2019 haverá novos usos relacionados a estas tecnologias em diferentes setores. Será possível prever o futuro baseado em fatos do passado e isso será possível graças ao aprendizado das máquinas.

Instituições de saúde começaram a prever o prognóstico de um paciente vir a óbito utilizando o aprendizado de máquina. A previsão dessa tecnologia chegou a até 95% de acerto.

Além disso, um grupo de pesquisa usou a tecnologia para o mercado financeiro a fim de prever o desempenho do mercado de ações usando documentos combinados com os dados de preços de ações. O resultado mais satisfatório foi de 62% de chances de prever uma queda dos valores.

2. Maior interação humana com as máquinas

As empresas têm visto um potencial mercado para explorar Inteligência Artificial (IA) e machine learning a fim de expandir seus negócios. Por isso, estão trabalhando para aperfeiçoar o relacionamento entre humanos e máquinas.

As companhias que desenvolvem tecnologias de IA estão se dedicando a compreender as nuances das interações humanas. Neste ritmo de evolução, será possível entender as limitações da IA e também analisar quando a intervenção humana será necessária.

3. Crescimento dos assistentes de IA

A utilização dos assistentes de IA, seja a Siri, da Apple, ou o próprio assistente do Google, se tornará cada vez mais parte da rotina das pessoas. Eles enveredarão por caminhos desconhecidos, como buscas na internet, ler e-mails, responder a comunicação e até pagando contas e solicitando encomendas.

Já neste início de 2019, montadoras como Kia e Hyundai estão incluindo os assistentes em seus veículos. Estes dispositivos podem sugerir ações como um destino com base nos próximos eventos da sua agenda ou de acordo com as suas preferências dos últimos tempos.

Transformação digital: 10 tendências estratégicas

Já a consultoria Gartner apresentou, no final do ano passado, as 10 tendências estratégicas que as empresas devem começar a explorar logo mais. Tendência tecnológica estratégica é aquela que possui potencial disruptivo substancial e que atingirá seu ponto de inflexão nos próximos cinco anos.

As 10 principais apontadas são: blockchain, inteligência artificial, empowered edge, privacidade e ética, computação quântica, experiências imersivas, análise aumentada, coisas autônomas e gêmeos digitais.

1. Coisas Autônomas

Objetos autônomos, como robôs, drones e veículos autônomos, usam IA para automatizar funções antes exercidas por seres humanos. A automação vai além da oferecida por modelos rígidos de programação e explora IA para entregar comportamentos avançados capazes de interagir mais naturalmente com o entorno e com pessoas.

2. Analítica Aumentada

A Analítica Aumentada concentra-se em uma área específica de Inteligência Aumentada. Ela usa o machine learning para transformar o modo como o conteúdo analítico é desenvolvido, consumido e compartilhado.

Os recursos da Analítica Aumentada irão avançar rapidamente ao longo do Hype Cycle (representação gráfica dos estágios do ciclo de vida de uma tecnologia) que é uma das mais importantes fontes de tendência em tecnologia. Ela será importante para a preparação e gerenciamento de dados, gestão de processos de negócios, mineração de processos e plataformas de Ciência de Dados.

3.  Desenvolvimento orientado por AI

O mercado está mudando rapidamente. De um modelo em que os cientistas de dados profissionais criam a maioria das soluções aprimoradas por AI associados aos desenvolvedores de aplicativos para outro em que o desenvolvedor profissional possa operar sozinho usando modelos predefinidos como serviço. Isso fornece ao desenvolvedor um ecossistema de algoritmos e modelos de IA, além de ferramentas de desenvolvimento adaptadas para integrar recursos e modelos de AI a uma solução.

4. Gêmeos digitais

Um gêmeo digital é uma representação digital de uma entidade ou sistema do mundo real. Até 2020 o Gartner estima que haverá mais de 20 bilhões de sensores e terminais conectados. Os gêmeos servirão potencialmente para bilhões de coisas. As organizações irão implementar gêmeos digitais e evoluirão ao longo do tempo. Isso vai melhorar a capacidade de coletar e visualizar os dados corretos, aplicar as análises e regras e responder efetivamente aos objetivos de negócios.

5. Empowered Edge

A definição do Gartner para Edge Computing são soluções que facilitam o processamento de dados próximo da origem. É uma topologia de computação na qual o processamento de informações e a coleta e entrega de conteúdo são colocados mais próximos da extremidade da rede, reduzindo o tráfego e a latência (latência de rede é o tempo que os dados levam para percorrer uma rede de um ponto X a Y).

No contexto da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, as raízes de geração de dados são normalmente ações com sensores ou dispositivos embutidos. Edge Computing serve como uma extensão descentralizada das redes do campus (rede que cobre uma única localização no cliente), redes de celular, redes de central de dados ou de Cloud.

No curto prazo, a Cloud Computing e a Edge Computing evoluirão como modelos complementares: com serviços em nuvem sendo gerenciados não apenas em servidores centralizados, mas em servidores distribuídos e nos próprios dispositivos da borda da rede.

6. Experiência imersiva

Até 2028 a experiência do usuário passará por uma grande alteração na forma como os usuários percebem o mundo digital e como interagem com ele.

As plataformas de conversação estão mudando a maneira como as pessoas interagem com o mundo digital. A Realidade Virtual (RV), a Realidade Aumentada (AR) e a Realidade Mista (MR) estão mudando a maneira pela qual as pessoas percebem o mundo digital.

Essa mudança, combinada nos modelos de percepção e interação, levará à futura experiência imersiva do usuário. A capacidade de se comunicar com usuários em muitos sentidos humanos proporcionará um ambiente mais rico para fornecer informações diferenciadas.

7. Blockchain

Blockchain é uma alternativa aos modelos centralizados de confiança que compõem a maioria dos detentores de registros de valor. Hoje depositamos confiança em bancos, câmaras de compensação, governos e muitas outras instituições como autoridades centrais com a “versão única da verdade” mantida de forma segura em seus bancos de dados.

O modelo de confiança centralizado adiciona atrasos e custos (comissões, taxas e o valor do dinheiro no tempo) às transações. O Blockchain fornece um modelo de confiança alternativo. Usar um blockchain público elimina a necessidade de autoridades centrais em arbitragem de transações.

O que acontece é que as atuais tecnologias e conceitos de Blockchain são imaturas, mal compreendidas e não comprovadas em operações de negócios em escala de missão crítica. Isto é particularmente verdade com os elementos complexos que suportam cenários mais sofisticados. Segundo o Gartner, o Blockchain criará US$  3,1 trilhões em valor de negócios até 2030.

8. Espaços inteligentes

De acordo com o Gartner, espaços inteligentes são ambientes físicos ou digitais povoados por humanos e capacitados pela tecnologia, criando ecossistemas cada vez mais conectados, inteligentes e autônomos. Múltiplos elementos – incluindo pessoas, processos, serviços e coisas – se reúnem em um espaço inteligente para criar uma experiência mais imersiva, interativa e automatizada.

9. Ética e privacidade digital

A ética e a privacidade digitais são preocupações crescentes para as pessoas, organizações e governos. Em 2018, já entrou em vigor, na União Europeia, o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (European General Data Privacy Regulation, GDPR na sigla em inglês).

Essa nova legislação está forçando mudanças na maneira como as empresas lidam com os dados online e offline dos seus usuários. É um novo paradigma da segurança de dados. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados, inspirada na GDPR, entra em vigor em 2020, e visa garantir maior controle dos cidadãos sobre suas informações pessoais.

10. Computação quântica

A Computação quântica opera no estado quântico de partículas subatômicas (por exemplo, elétrons e íons) que representam os bits quânticos (qubits). Será a grande revolução dos processadores. Os qubits não possuem apenas dois estados, como os processadores atuais, mas sim uma infinidade deles entre 0 e 1.

Basta uma pequena variação para se conseguir uma mudança de estado. Assim, mais operações podem ser efetuadas de uma vez só. Os computadores equipados com os futuros processadores quânticos serão milhões de vezes mais poderosos que os mais modernos supercomputadores que vemos atualmente.

Indústrias como as organizações automotivas, financeiras, de seguros, farmacêuticas, militares e de pesquisa têm mais a ganhar com os avanços na computação quântica. Segundo o Gartner, até 2023, 20% das organizações estarão orçando projetos de computação quântica, em comparação com menos de 1% hoje.

A TI digital para o mercado financeiro

Na TI para o mercado financeiro, as empresas adotam rotas e abordagens diferentes para criar valor a partir de negócios digitais. Um terço dos CIOs de serviços financeiros identificaram o digital como prioridade de negócios para 2019, um aumento de mais de 8% em relação ao ano passado, de acordo com o Gartner. São duas estratégias digitais completamente diferentes no setor de serviços financeiros: otimização digital e transformação de negócios digitais.

Empresas de serviços financeiros e líderes de TI que se concentram na otimização digital estão melhorando e otimizando os atuais modelos de negócios, produtos, processos e experiência do cliente. Isso significa que as proposições de valor globais para cada uma delas não serão alteradas.

Para avaliar o estado da mudança digital no setor de serviços financeiros, os analistas da Gartner estudaram como as organizações de serviços financeiros criam valor (sua abordagem aos modelos de negócios e estratégias de TI) e a maneira como operam (adoção de tecnologias emergentes e abordagens organizacionais para impulsionar transformação).

As descobertas da pesquisa ajudaram a categorizar as organizações de serviços financeiros em cinco clusters diferentes que permitem uma análise muito mais granular das diferentes estratégias digitais. Quase metade das organizações globais de serviços financeiros se enquadram nos negócios tradicionais ou nos clusters digitais em estágio inicial, de acordo com a consultoria.

1. Negócio tradicional

Os 26% das organizações de serviços financeiros pertencentes a esse cluster normalmente dependem de negócios e crescimento tradicionais em seus mercados existentes, em vez de otimizar processos, adotar novas tecnologias ou expandir seu modelo de negócios.

2. Digital de estágio inicial

As seguradoras e instituições bancárias que se enquadram no cluster digital em estágio inicial veem os talentos como primordiais para a otimização digital. Contratar ou treinar pessoal para trabalhar com tecnologias digitais está na vanguarda dessa estratégia digital.

3. Seguidor rápido digital

O grupo de seguidores rápidos digitais assumem riscos calculados ao adotar novas tecnologias ou otimizar processos de negócios. No entanto, geralmente não são pioneiros na inovação ou se afastam de sua atual proposta de valor. Alguns deles buscam agilidade e rapidez no mercado para reduzir o tempo de resposta às mudanças do mercado ou aos concorrentes.

4. Inovador Digital

Os inovadores digitais estão mais capacitados para a tecnologia e amadurecem na forma como adotam novas abordagens e estratégias para melhorar. Eles são os primeiros a adotar novas tecnologias, como blockchain e inteligência artificial.

Essas empresas geralmente buscam tecnologias que podem melhorar a experiência do cliente usando chatbots e outras ferramentas para melhorar a interação com o atendimento ao cliente.

5. Transformador digital

Apenas 12% das organizações de serviços financeiros estão maduras em suas transformações digitais e se inserem no cluster de transformadores digitais.

Seu principal motivador é interromper a indústria para desbloquear novas áreas de crescimento, entrar em novos mercados ou criar novos fluxos de receita (como a monetização de dados).

Neste cluster, as empresas estão mais do que duplicando a taxa de uso de tecnologias como IA, blockchain ou análise aumentada.

Transformação digital muda a realidade das empresas

A transformação digital está modificando a forma como as pessoas interagem e como as empresas fazem seus negócios. O crescimento dos assistentes de IA revelam o poder da Inteligência Artificial e todo potencial possível a partir dela. Nossa plataforma de atendimento omnichannel PEOPLE faz uso de IA, entregando um bot muito mais inteligente e adaptável. Conheça mais sobre essa ferramenta, entre em contato com um de nossos especialistas!

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Equipe Cedro

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