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Techlash e os maiores desafios tecnológicos em 2019

A tecnologia traz inúmeros avanços para as instituições, permitindo a otimização de processos e a facilidade de uso das interfaces pelo usuário final. A transformação digital é um processo sem volta, as empresas precisam se adaptar o quanto antes.

No entanto, mesmo considerando as inúmeras vantagens que esse cenário está trazendo, é preciso considerar que a tecnologia também traz desafios sérios, que necessita de um trabalho contínuo de acompanhamento, atualização e resolução de problemas para manter a qualidade e a imagem das empresas.

Por isso, em 2019, alguns assuntos estão mais em alta e exigem que as empresas se preparem para lidar com essas situações. Confira alguns dos maiores desafios tecnológicos que as instituições terão que lidar:

1. Techlash

O termo techlash (junção dos termos technology e backlash), criado pelo The Economist, surgiu para definir a visão negativa sobre a interferência das gigantes da tecnologia sobre a vida das pessoas.

O caso mais famoso de techlash foi o escândalo envolvendo a Cambridge Analytica, empresa de marketing político do Reino Unido, que utilizou dados de milhões de usuários do Facebook de maneira irregular, para fins eleitorais. A empresa, e o grupo a qual pertencia, chegou a ser fechada em maio de 2018.

Os efeitos negativos também atingiram o Facebook. As condições de privacidade e a gestão de informações pessoais dos usuários tiveram que ser revisadas. Mark Zuckerberg, inclusive, teve que fazer declarações ao Congresso e ao Senado dos Estados Unidos, além do Parlamento Europeu.

Para o mercado financeiro, esse backlash tecnológico pode aparecer em diversas situações e podem prejudicar muito a imagem da instituição financeira. Por isso, as atenções devem ser redobradas, desde o gerenciamento de TI até situações de gerenciamento de crises.

2. Cibersegurança

Nos últimos anos, ataques massivos a grandes corporações foram muito divulgados pela mídia – como WannaCry, Petya e Cloudbleed. Órgãos públicos e governos também foram alvos frequentes.  No entanto, outros tantos ciberataques menores aconteceram e não chamaram muita atenção. E, obviamente, geram grandes prejuízos.

As empresas, principalmente seus CIOs, precisam se preparar para lidar com essas situações. Diante da realidade da transformação digital, investir em segurança é essencial para continuar conquistando espaço de maneira sólida.

A tecnologia blockchain, por exemplo, é um dos principais exemplos disruptivos para o mercado financeiro. Com ela, novas possibilidades e funcionalidades podem ser usadas para garantir a segurança das transações.

Inicialmente, esse modelo tecnológico é um sistema de registros descentralizados utilizado para verificar transações bancárias feitas com criptomoedas. registro dessas operações de maneira segura, rápida e transparente.

Isso acontece porque uma informação registrada com blockchain não permite ser alterada ou deletada. As informações são armazenadas em diversas máquinas, em qualquer lugar do mundo conectado à web – por isso é descentralizada.

Seja com criptomoedas, seja com a estrutura tradicional de dinheiro, blockchain mostra um cenário animador para o mercado financeiro, com mais segurança e confiabilidade.

3. Uso ético de Inteligência Artificial

Questões éticas envolvendo a Inteligência Artificial também podem trazer muitos questionamentos para as empresas que estão investindo em tecnologia. Lembra da Inteligência Artificial da Microsoft que, em poucas horas passou a proferir mensagens ofensivas? Tay mostrou que o ambiente de interação pode gerar resultados desastrosos.

Por isso, Machine Learning, Big Data e outras formas de aplicação de Inteligência Artificial precisam de um acompanhamento de perto e cuidadoso. Já existem muitas discussões sendo feitas nos ambientes universitários e em movimentos sociais pelas liberdades civis sobre o impacto na privacidade e outros direitos democráticos – principalmente quanto à sua aplicação autônoma, relacionada ao registro de digitais e reconhecimento facial, por exemplo.

Os chatbots com inteligência artificial são uma excelente maneira de começar a explorar a sua aplicabilidade. É possível realizar treinamentos para reconhecimento de outras expressões durante o atendimento não configuradas previamente e, ao mesmo tempo, controlar o que a ferramenta está aprendendo. O setor de atendimento da sua empresa só tem a ganhar, com o acompanhamento das interações da ferramenta para gerar novos insights e tornar seu bot mais preparado para a comunicação com seu cliente.

4. Fake news

As notícias falsas têm tomado as redes sociais, principalmente em períodos eleitorais. A grande questão agora, para a imprensa e para as gigantes da tecnologia, é o que fazer para resolver essa questão.

O modelo de jornalismo, mesmo com referências claras e diretrizes para a profissão, ainda não conseguiu vencer as fake news. Muitas agências de fact-checking têm buscado mostrar a validação de determinado conteúdo online, para contribuir com uma versão mais completa e analítica nas informações divulgadas nas mídias sociais.

As empresas de tecnologia também têm buscado encontrar maneiras de lidar com as notícias falsas. Mark Zuckerberg, no episódio da Cambridge Analytica, chegou a dizer que não cabe ao Facebook determinar o que verdadeiro ou falso. Por isso, trabalham com empresas e organizações que fazem o trabalho de fact-checking.

Seja qual for o porte da empresa, é  preciso estar atento a essas questões. Fake news podem prejudicar o negócio e denegrir a imagem da sua marca. Monitoramento constante é fundamental para descobrir essas situações desde o início e combater as desinformações com fatos.

5. Privacidade e autonomia do usuário

A privacidade é um tema que está muito em voga no cenário tecnológico. Casos como o já citado Cambridge Analytica, mostram que os usuários colocam suas informações online e não sabem com clareza de que forma serão utilizadas ou, ainda, se serão usadas de formas não previstas nas políticas de privacidade das plataformas.

Aprovado em 2018 na Europa, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, General Data Protection Regulation) trouxe novas mudanças para as empresas que atuam na União Europeia. A exigência agora é que as empresas de tecnologia mostrem mais claramente como lidam com os dados e quais são as informações armazenadas dos usuários. O debate também se desloca para o controle dos usuários sobre os próprios dados armazenados por grandes instituições.

A autonomia do usuário sobre seus dados é o ponto norteador do modelo de Open Banking. Esse debate coloca o mercado financeiro diante de um novo patamar no processo de transformação digital.

A União Europeia aprovou, também ano passado, a Diretiva de Serviços de Pagamento 2 (PSD2, second Payments Services Directive) no início de 2018. Fintechs e instituições financeiras tradicionais agora precisam se adaptar para atender às demandas do usuário, que escolhe com quem compartilhar as suas informações financeiras.

No Brasil, esse modelo também está sendo desenvolvido e o Banco Central prometeu divulgar as diretrizes nacionais ainda em 2019. Preparar o seu negócio para Open Banking já se configura muito mais do que um diferencial.

Conte com um parceiro para vencer os desafios da tecnologia

Como podemos ver, muitos temas da tecnologia são sensíveis e requerem atenção redobrada das empresas e suas equipes. Preparar-se para conseguir lidar com essas questões e antever os problemas é essencial para que sua empresa conquiste, também, o mercado.

Uma empresa parceira pode ser a resposta que o seu negócio precisa para conseguir dominar esse cenário. A Cedro Technologies oferece serviços de TI,produtos direcionados para o mercado financeiro e consultoria para ajudar a alavancar seu negócio. Entre em contato e embarque na transformação digital!

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Gabriel Rodrigues Alves Santos

Gabriel Rodrigues Alves Santos

Analista de Marketing na Cedro Technologies. Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).