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Serviços cognitivos: por que essa tecnologia pode mudar o setor financeiro?

Os serviços cognitivos são processos computacionais capazes de lidar com informações complexas, adquirindo informação, colocando-a em prática e transmitindo conhecimento. Mas o que isso quer dizer para o futuro dos negócios?

A origem dos serviços cognitivos

Se considerarmos a primeira era da computação como os sistemas de tabulação, no início do século XX, e a segunda, dos sistemas programáveis, desenvolvidos na década de 1950, podemos dizer que a computação cognitiva faz parte da terceira era.

Pouco mais de um século depois, passamos de números para dados e, em seguida, para conhecimento. Enquanto os sistemas programáveis permitiram a criação de dados a partir do processamento de números, serviços cognitivos são o passo fundamental para dar sentido a eles.

Passamos de dados brutos para dados acionáveis. Na primeira era da computação, pouco mais que inventários eram possíveis de ser gerados num computador. Hoje, conseguimos utilizar serviços para prever o tempo ou mesmo decidir o que comer.

Para que servem e como funcionam os serviços cognitivos?

Antes computadores tinham como principal utilidade realizar trabalhos em que humanos não conseguiam ser tão eficientes quanto gostaríamos. Atualmente, seu maior propósito é executar até mesmo as funções mais complexas desempenhadas por nós.

Serviços cognitivos fazem uso de múltiplas tecnologias e algoritmos capazes de inferir, prever, entender e dar sentido à informação.

Essas tecnologias incluem algoritmos de Inteligência Artificial e Aprendizagem de Máquina, que nos ajudam a treinar estes serviços para reconhecer imagens e padrões, entender falas e aprender, por meio de repetição e treinamento, como produzir resultados cada vez mais precisos.

Serviços cognitivos não são programados, pois eles são capazes de aprender. A tecnologia criou o cenário perfeito para que estes serviços não fossem guiados por um conjunto limitado de regras e respostas lineares e lógicas. A abordagem atual, pelo contrário, permite que esses serviços interajam com pessoas e dados, a fim de melhorar e aperfeiçoar sua precisão com o passar do tempo.

Sistemas cognitivos no mercado

Aplicações baseadas em inteligência artificial e Machine Learning já são exploradas em ambientes acadêmicos há algumas décadas. Todavia estas tecnologias eram pouco exploradas em aplicações comerciais, uma vez que ainda eram embrionárias. Porém, este cenário começou a mudar quando a IBM lançou em 2011 o seu supercomputador Watson de computação cognitiva.

De lá para cá, a IBM transformou a tecnologia cognitiva em um dos seus principais serviços. Outros gigantes do mundo da tecnologia também estão avançando no desenvolvimento de tecnologias que possam ser disponibilizadas às empresas e sociedade, como a Amazon, Google e Microsoft.

Luis da Microsoft

Um dos principais projetos da Microsoft em 2016 é a sua plataforma LUIS.AI (Language Understanding Intelligent Service). O LUIS é um conjunto de APIs que a Microsoft tem disponibilizado, ainda em modo preview, para facilitar a interação entre homem e máquina.

Como serviços cognitivos vão impactar o mercado?

Se pudéssemos simplificar ainda mais essa definição, diríamos que serviços cognitivos reúnem o melhor de dois mundos. Combinando a velocidade, escala e poder das máquinas com uma abordagem similar ao cérebro humano, é possível tirar proveito da informação de forma que jamais seria possível para nossos cérebros.

A capacidade de compreender linguagens e reconhecer padrões nestes serviços os torna capazes de aprender com dados e ajudar empresas no enfrentamento de desafios mais significativos e complexos.

O impacto disso? A previsão da IDC indica que até 2018, mais de 50% das equipes de desenvolvedores ao redor do mundo incorporarão serviços cognitivos em seus aplicativos. Gerando uma economia de cerca de US$60 bilhões para as empresas até 2020, segundo o mesmo relatório, serviços cognitivos são o nosso futuro.

E o que o setor financeiro tem a ganhar?

Pensando nesse futuro, a IBM encomendou em 2016 a Cognitive Bank Survey, para detectar o impacto da computação cognitiva nos setores bancário e financeiro. Cerca de 79% dos banqueiros familiarizados com serviços cognitivos apontaram seu papel crítico na formação do futuro de seus negócios.

Repensar as análises bancárias e financeiras com auxílio de serviços cognitivos é, portanto, uma necessidade. Já que o desafio, atualmente, reside no paradoxo do excesso de dados, com poucos insights.

Serviços cognitivos tendem a mudar esse cenário, permitindo a realização de análises preditivas capazes de orientar mudanças estratégicas nesses negócios.

A grande desvantagem dos serviços em atuação é segmentar clientes dentro de requisitos pré-definidos. O que acontece é que estes modelam o comportamento futuro de seus clientes com base em ações do passado e, para isso, utilizam uma segmentação ampla, tratando todos os clientes de uma mesma faixa etária ou de renda como se fossem iguais.

Serviços cognitivos podem realizar uma análise muito mais precisa e oportuna da personalidade dos consumidores, com base em Big Data e no seu comportamento em diferentes situações, desde transações do passado até comentários em redes sociais.

Por isso, vão permitir que, no futuro, bancos personalizem produtos e serviços para cada cliente, por meio de segmentação inteligente.

Porque os serviços cognitivos aprendem com o passar do tempo, inúmeros problemas atuais desses negócios estão próximos de se tornarem coisas do passado. Entenda como a seguir:

Têm o potencial de qualificar o atendimento bancário

A análise cognitiva vai trazer valor ao atendimento bancário, ajudando a auxiliar os clientes de maneira mais pessoal. Com a capacidade de reconhecer consultas em linguagem natural e processar dados não estruturados, esses serviços poderão fornecer orientação aos atendentes durante a comunicação com o cliente.

Uma vez que entendem o problema, estão aptos a fornecer soluções eficazes sem a necessidade de redirecionar chamadas para vários departamentos. Isso significa maior produtividade para os bancos e tempos menores de atendimento para o consumidor.

Tomada de decisão fica mais simples

Serviços cognitivos também podem melhorar serviços como empréstimos, oferecendo transparência e confiança para a tomada de decisões informadas. Com Inteligência Artificial, gerentes têm os recursos necessários para descobrir se um cliente pode ou não solicitar crédito.

Consolidando dados de várias fontes, eles tornam esse tipo de informação disponível para o cliente antes mesmo que ele marque um atendimento e indicam o que este pode fazer para melhorar seu crédito.

Uma tecnologia deste tipo já está em uso no Australian ANZ Bank, que conseguiu automatizar 50% de sua computação graças aos serviços cognitivos. Por meio dos novos serviços, seus clientes podem receber respostas imediatas aos pedidos de empréstimo.

Investimentos têm retorno garantido

O setor de investimentos é outro que tem muito a ganhar com auxílio dos serviços cognitivos. Tomar decisões neste campo é um processo complexo, que exige levar em consideração uma quantidade absurda de informações de múltiplas origens.

Com os serviços cognitivos, bancos podem navegar por fontes de informação e explorar as mudanças mais recentes do mercado, calculando riscos, limites e obtendo recomendações personalizadas para o perfil de cada investidor.

À medida que serviços cognitivos avançam e ganham acesso a quantidades crescentes de dados e análises históricas, suas recomendações se tornam mais eficazes e escaláveis. Isso o torna mais seguro para investidores e menos arriscado para as instituições financeiras.

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Eduardo Finzi

Eduardo Finzi

Eduardo Finzi é Diretor de TI da Cedro, com experiência como cientista da computação em empresas do segmento atacadista, telecom e financeiro.