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O que é Open Banking?

Afinal de contas, o que é o Open Banking? As APIs (Applications Programming Interface, ou Interface de Programação de Aplicativos, em tradução livre) são indispensáveis para o desenvolvimento de aplicativos. Elas permitem a troca de informações entre diferentes sistemas, tornando a experiência de uso do usuário mais integrada e com maior poder de compartilhamento de dados. Basta inserir algumas linhas no código fonte do software e desenvolvedores poderão se comunicar com sites, outros aplicativos e interfaces de hardware do sistema operacional.

No ambiente financeiro, as APIs permitiram a criação do Open Banking. Esse conceito inovador envolve o desenvolvimento de um ambiente com alta troca de dados, que proporciona serviços mais inovadores e ecossistemas com maior integração. Basta a autorização do usuário, e um app poderá recuperar dados recentes sobre as movimentações financeiras de uma pessoa, realizar investimentos e outras operações bancárias.

A edição 78 da Revista Ciab apontou que Open Banking é uma das tecnologias que vão decolar em 2019. Esse conceito parte do princípio de que os dados financeiros são dos clientes e não dos bancos. Isso pressupõe que o acesso a essas informações deve ser facilitado, para permissão e controle do usuário. A criação de novos modelos de negócios digitais torna-se possível diante dessa realidade.

Utilizando APIs (interfaces de programação de aplicativos ou, do original, Applications Programming Interface – O que são as APis?) disponibilizadas por uma instituição financeira, empresas e aplicativos terceiros – como Fintechs e Startups – poderão oferecer serviços específicos integrados à instituição.

O termo emerge de Open API, enquanto que no setor financeiro, a abertura da APIs ficou conhecida como “Open Banking” e tem permitido a colaboração entre estas instituições e as empresas terceiras (Fintechs – Financial Technology) no desenvolvimento, em escala, de novos serviços financeiros inovadores e a geração de riqueza para todos os envolvidos.

Este movimento é ainda reforçado pelas grandes tendências digitais, como a mudança de comportamento dos consumidores, o foco no cliente, mobile first, consumidores exigindo experiência personalizada, velocidade na publicação de novos serviços, a redução de custos e ofertas mais simples e focadas que resolvam problemas reais.

A ideia é que o processo de colaboração dos bancos com o ecossistema de inovação e com as fintechs ganhe mais força. Com o desenvolvimento de um ambiente com alta troca de dados, serviços mais inovadores e ecossistemas com maior integração podem ser desenvolvidos. É possível que empresas ofereçam produtos financeiros em um ambiente diferente ou que bancos trabalhem em cooperação para lançamento de produtos e serviços específicos.

Com a autorização do usuário, um app poderá acessar dados recentes sobre movimentações financeiras, por exemplo, para realização de investimentos e outras operações bancárias.

Então, em resumo, Open Banking permite que a instituição financeira esteja aberta para que outros softwares, APIs, computadores, se conectem diretamente, oferecendo ao cliente mais agilidade e reduzindo o custo operacional. Além disto, Open Banking dará o poder dos clientes serem donos dos seus dados e não os bancos e instituições financeiras.

A segurança é um dos principais receios na adoção do Open Banking. No entanto, com uma boa estrutura e métodos de desenvolvimento cada vez mais seguros no desenvolvimento de aplicativos e softwares, é possível criar integrações que aproveitam das informações de APIs financeiras sem, no entanto, expor o cliente.

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Leonardo Reis

Leonardo Reis

Leonardo Reis é CEO da Cedro Technologies e entusiasta de inovações tecnológicas que revolucionam a sociedade, o mundo e o modo como vivemos.