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Mídias negativas: entenda por que elas são importantes para KYC

Você já pensou em como seria ótimo conhecer o histórico de seus novos clientes e parceiros de negócio, antes de avançar para o fechamento do contrato? No mercado financeiro, especialmente, esse tipo de informação é ainda mais relevante porque pode evitar que sua organização se associe a empresas com condutas duvidosas ou, pior, histórico de fraudes e crimes.

A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar neste mapeamento fortalecendo a estratégia de mitigação de riscos. Pesquisar notícias em Know Your Client, por exemplo, é uma alternativa eficaz, se feita de forma automatizada.

Neste sentido, as mídias negativas, informações extraídas da base de dados do Google e de outros sites, são ferramentas importantes porque indicam o envolvimento de determinada pessoa – seja física, seja jurídica – em diversos crimes.

Muito além de permitirem conhecer melhor o cliente (KYC) e ajudar na prevenção à lavagem de dinheiro (PLD), as mídias negativas são decisivas também para uma estratégia de compliance assertiva.

Quer saber mais sobre esse tipo de verificação e  entender por que ela é tão importante? Avance na leitura deste texto!

1. Como e por que pesquisar mídias negativas

Para empresas que precisam fazer poucas verificações,  a consulta de mídias negativas, feita de forma manual, pode ser suficiente. Contudo, organizações maiores precisam tornar esse tipo de pesquisa escalável. Daí a importância de examinar notícias em KYC e PLD/AML de forma automatizada.

Isso porque, na prática, este tipo de pesquisa apresenta as menções à pessoa ou organização na imprensa. Além disso, a consulta também usa machine learning para buscar dados relevantes sobre a reputação da empresa na mídia.

Sem o uso da tecnologia, esse processo seria muito mais complexo e demorado, já que exigiria a leitura de todas as notícias mais recentes para uma análise qualitativa do conteúdo encontrado. 

Com a automação da pesquisa de notícias, que usa um conjunto de tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, machine learning e Natural Language Processing (NLP), é possível obter, além das informações, uma avaliação do sentimento atrelado à cada entidade citada na notícia, que pode ser classificado como negativo, positivo ou neutro. Esse tipo de análise ajuda a entender o impacto do conteúdo no contexto e para a imagem dos envolvidos.

2. Boas razões para pesquisar as mídias negativas

Como os mercados financeiro e bancário são altamente regulados, quando uma instituição se associa a outra pessoa física ou jurídica – como parceira, cliente ou fornecedora, por exemplo -, ela se submete a uma série de normas e leis, que preveem sérias punições para crimes e fraudes de vários tipos. 

Por isso, a análise de resultados de mídias negativas é tão importante. Ela aponta a reputação do potencial parceiro da instituição. E ainda que haja fontes regulamentadas para consultas, como o registro de Specially Designated Nationals and Blocked Persons – indicado para prevenção ao terrorismo -, e a Lista do Cadastro de Empregadores que Tenham Submetido Trabalhadores a Condições Análogas à de Escravo, do Ministério Público do Trabalho, elas podem ser insuficientes.

Entenda, a seguir, por que automatizar esse tipo de pesquisa é a melhor alternativa:

  1. A pesquisa vai além do nome da empresa: quando você prioriza esse tipo de pesquisa por mídias negativas, complementando a consulta às fontes oficiais, consegue identificar qualquer tipo situação ou prática ilegal na organização em estudo. A análise pode indicar ainda processos judiciais que estão tramitando ou o envolvimento de um sócio, por exemplo, mas não necessariamente da empresa em si.
  2. Monitoramento de reputação: tão importante quanto fazer uma análise antes de firmar uma parceria é acompanhar o modelo de atuação e a conduta do cliente ou fornecedor. Usando uma solução automatizada de consulta aos principais portais de imprensa é possível fazer verificações periódicas, para monitorar a reputação da entidade em um cenário mais amplo. Afinal, você não quer ter sua empresa associada a uma empresa que está conduzindo um esquema de corrupção, não é mesmo?
  3. Protege a imagem da marca da sua empresa: evita situações difíceis como o envolvimento com uma empresa associada a condições de trabalho análogas à escravidão, proibido pela Resolução 3876 ou, ainda, com empresas envolvidas com fraudes previstas na Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro.
  4. Indica a quem os pesquisados estão associados: a análise de mídias negativas não só permite acompanhar o que é dito sobre o pesquisado, mas também indica à qual tipo de conteúdo a pessoa ou empresa está associada. Ou seja, mesmo que o pesquisado não seja protagonista da matéria, o vínculo dele com quem é será identificado.

3. Know Your Client: uma prática valiosa

Com a ajuda da tecnologia é possível fortalecer o processo Know Your Client, que tem como objetivo revelar o histórico e o perfil do cliente, bem como os riscos que o relacionamento com ele podem gerar para o seu negócio.

Muito além, esse tipo de pesquisa ajuda a instituição financeira a ser mais assertiva nas suas estratégias. Afinal, a partir do KYC é possível indicar os serviços mais adequados para as demandas de cada cliente. E os benefícios não param por aí.

O Know Your Cliente auxilia o trabalho de compliance. De tal modo, as  instituições bancárias podem confirmar a identidade do cliente, bem como evitar a ocorrência de fraudes, de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo.

Neste sentido, as mídias negativas surgem para facilitar KYC e compliance. Tanto é verdade que a mesma ferramenta já tem sido aplicada a outros grupos. São modalidades em uso: 

  • Know Your Employee (KYE) – conheça seus colaboradores;
  • Know Your Supplier (KYS) – conheça seus fornecedores;
  • Know Your Partner (KYP) – conheça seus parceiros comerciais.

Gostou do artigo e quer saber mais sobre o uso da tecnologia para KYC e compliance? Acesse sempre o blog da Cedro e confira nossos artigos sobre o tema!

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Leonardo Parreira Santos

Leonardo Parreira Santos

Head e Product Owner da plataforma de Abertura de Conta Digital e da plataforma Data Engine.