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A grande integração de dados, tecnologia e serviços

O relatório Intelligent Business mostra mudanças dramáticas na operação de dados das organizações. 

Motoristas jovens com menos de dois anos de carteira de habilitação têm maior probabilidade do que motoristas mais experientes de se envolverem em acidentes de trânsito. Como resultado, o custo do seguro é maior para novos motoristas, mesmo os mais cautelosos.

Isso está mudando, graças à telemática. Empresas de tecnologia para seguradoras como a Amodo, por exemplo, facilitam a gravação do comportamento do motorista via caixa-preta ou aplicativo de celular. Assim, as seguradoras podem oferecer cobertura personalizada, além de aconselhar quanto às melhores práticas de direção.

É comum ouvir o chavão “dados são o ‘novo petróleo’” devido ao seu valor econômico, e essa constatação está impactando profundamente modelos de negócio e comportamento social. Em uma série de artigos, o relatório Intelligent Business do Financial Times analisa os profissionais e as ideias por trás da convergência de dados e tecnologia no mundo corporativo. Listamos os casos de estudo mais interessantes, selecionando um vencedor em cada categoria.

O setor de seguros é um dos primeiros a sentir a força dessa revolução com a emergência das “insurtechs”.

Um exemplo é a consultoria Aon, que hoje coleta e analisa os ativos intangíveis de um negócio como, por exemplo, propriedade intelectual, permitindo que as seguradoras ofereçam coberturas com base em fatos, e não suposições. Ela também é pioneira no registro de segredos comerciais, cujo conteúdo não é patenteado publicamente, mas é mantido estritamente confidencial. Ao terem um valor por sua pesquisa, as empresas poderão segurá-lo.

O setor público também se beneficia com as novas tecnologias. Raramente associamos governos locais com proeza tecnológica, mas em ambos os lados do Atlântico vemos a digitalização de registros e serviços. Sonoma County, na Califórnia, está em processo de viabilizar uma saúde “total” para os mais necessitados ao tornar o histórico médico dos pacientes mais acessível para quem precisam vê-los. Na Inglaterra, a cidade de Leeds está procedendo da mesma forma.

Disrupção no setor jurídico

A convergência também aumenta a produtividade das operações básicas da empresa. Só no controle das despesas legais, cadeia de suprimentos e contratação comercial, as empresas já estão poupando tempo e recursos. A consultoria Accenture reconhece ter poupado 70% em despesas legais e reduzido drasticamente o custo da redação de contratos.

Automatizar o processo de contratação gera resultados surpreendentes: e está se tornando mais “humano”. Empresas como a Shell criaram contratos visuais que os tornam menos “jurídicos”, facilitando o seu uso. Órgãos profissionais como a International Association for Contract and Commercial Management, liderada por Tim Cummins, analisaram os dados de milhares de contratos, a fim de estipular princípios universais a serem usados em módulos para criar contratos que melhoram relações comerciais. O Sr. Cummins é um exemplo de como pessoas trabalhando fora de um setor, neste caso o jurídico, podem revolucioná-lo. Através desse órgão, ele criou uma nova profissão, a de gestor de contratos comerciais.

O setor jurídico será revolucionado. Muitas startups estão comprometidas com tornar o direito comercial mais eficientes. Algumas usam inteligência artificial para a leitura inicial de pilhas de documentos, enquanto outras aceleram e simplificam o processo de assinatura.

E o blockchain veio para ficar

Uma tecnologia com grande potencial é o blockchain. Da correção de ineficiências da cadeia de suprimentos à regulação do transporte público, empresas e consumidores estão começando a ver os efeitos por própria conta.

Essas mudanças estão embaçando os limites dos serviços profissionais: as Quatro Grandes firmas de advocacia e consultorias estão entrando em novas indústrias com novas ofertas. A EY estima ter mais de 160 projetos de blockchain com prova de conceito. Em um caso, ela fechou parceria com uma companhia de segurança de software, lançando a Insurwave, uma plataforma que captura dados em tempo real que permitem aos seguradores oferecer cobertura flexível para armadores. O que torna o sistema tão eficiente e seguro é o blockchain.

Um gigante dos serviços profissionais como a EY pode hoje agir como um negócio insurtech flexível. Espere ver outras parceiras do tipo nos próximos anos.

Artigo originalmente publicado em: https://www.ft.com/content/99f6f334-eab7-11e9-85f4-d00e5018f061

Autoria: Reena SenGupta

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Equipe Cedro

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