Gerenciamento de riscos de investimentos: você sabe como fazer?

Com a volatilidade do mercado financeiro, quem investe na bolsa e não faz gerenciamento de risco pode se dar mal. Trata-se de uma estratégia fundamental no segmento dos investimentos.

O risco é a possibilidade de um investimento não dar o retorno esperado, sofrer impactos por variáveis do mercado ou até gerar prejuízos. 

Como investir um capital na bolsa sempre implica riscos, o investidor deve conhecer as incertezas e ameaças do mercado antes de comprometer seu dinheiro. 

Por isso, veja a seguir como funciona o gerenciamento de riscos e por que é importante fazer e orientar seus clientes.

O que é o gerenciamento de risco? 

O gerenciamento de risco constitui em uma série de estratégias para identificar, mitigar e controlar riscos para evitar perdas. Quer dizer, entender os diferentes graus de risco dos ativos e aprender a compor uma carteira que proteja o patrimônio do seu cliente dos prejuízos. 

As operações de curto prazo, como swing trade e day trade, costumam ser os tipos de investimento de maior risco. O day trade é muito usado pelos traders profissionais para ganhar dinheiro no mercado financeiro. 

Mas, para os iniciantes, pode ser uma aventura, porque lucrar em operações muito rápidas, que duram poucas horas ou minutos, exige habilidades técnicas, intelectuais, psicológicas e emocionais afiadas.

Não há garantia de 100% de sucesso, por isso é preciso contar com um bom gerenciamento de risco para manter a sustentabilidade no longo prazo. É esta gestão que possibilita ao trader a capacidade de controlar suas operações.

Por meio do gerenciamento de risco, o trader determina algumas estratégias como o stop loss, o número de operações de contratos, metas de ganho e limite de perda por trade, dia, mês e ano. O trader define os parâmetros, segundo o perfil de cada investidor, o tipo de ativo e o capital disponível.

 

Como fazer o gerenciamento de risco

Como é essencial gerenciar os riscos dos investimentos, é preciso estabelecer um planejamento que seja eficaz e ajude o trader a reconhecer melhor as oportunidades. Veja um passo a passo para seguir e garantir mais sucesso:

1. Verificar os riscos

São diferentes os tipos de risco a que os investimentos estão sujeitos. Por isso, o investidor precisa saber quais são para minimizá-los ou evitá-los. Eles podem ser divididos em: 

  • Risco de mercado - em que há possibilidade de perdas em razão das oscilações e baixas de mercado, como a taxa de juros;
  • Risco do ativo - dependendo do ativo o risco é maior ou menor. Seja qual for o ativo no qual seu cliente vai investir, será preciso acompanhar o valor das ações destes ativos;
  • Risco de crédito - ao comprar ações de uma instituição, na verdade o investidor está emprestando dinheiro a ela. E se ela sofrer uma falência, há o risco de perda de parte ou mesmo do total de investimentos feitos;
  • Risco de liquidez - alguns tipos de ações têm prazo para resgate, para que o custo de oportunidade do investimento seja mais vantajoso. Mas, se o investidor precisar vender uma ação em curto prazo, pode ser que perca parte do dinheiro.

2. Determinar o nível de tolerância ao risco

O próximo passo é determinar o nível de tolerância do seu cliente ao risco. Ou seja, isso o obriga a trabalhar com as variações nos retornos do investimento: até que ponto o cliente está disposto a suportar esta incerteza. Ajude-o a ser realista sobre sua disposição, porque se assumir um risco muito alto, no final ele pode se descontrolar e vender as ações na hora errada.

É preciso descobrir o perfil dele, se é mais agressivo ou conservador. Considere outros fatores, como a capacidade dos ganhos futuros e diversificação dos  investimentos, entre outros.

3. Criar estratégias para o gerenciamento de risco

Depois disso, crie algumas estratégias de prevenção. Por exemplo, oriente-o a limitar o número de ações abertas ao mesmo tempo. Desta forma, é possível se concentrar nas ações que podem realmente render mais. 

Além disso, alinhe a estratégia dele aos objetivos, analisando a variação diária do mercado, assim como o cenário macroeconômico. Isso porque a Bolsa de Valores sofre diversas interferências do mercado.

4. Seguir as movimentações do mercado

É importante também seguir os potenciais riscos de mercado. Para isso, acompanhe de perto as movimentações da Bolsa, das ações e dos fundos multimercados adquiridos ao longo do tempo. Atualmente, há painéis que mostram o percentual de valorização ou desvalorização dos ativos.

5. Tomar decisões

Concluindo, agora é hora decidir pelos investimentos. Lembre-se dos objetivos do seu cliente, se são de curto ou longo prazo, porque isso interfere nos próximos passos.

Considere as variáveis para determinar o que fazer.  O equilíbrio no mercado financeiro depende não só de fatores externos, como a estabilidade da economia, mas também do gerenciamento de risco. Por isso, já é possível contar com o apoio da tecnologia para ajudar nesta tarefa. 

 

Quais são os benefícios e impactos de gerenciar riscos

Quando você utiliza mecanismos de gerenciamento de risco e define uma boa estratégia, você reduz as chances de seu cliente se descontrolar e perder dinheiro para o mercado.

Quem quer aumentar a rentabilidade dos seus investimentos deve usar as ferramentas corretas. Já existem sistemas que permitem o acompanhamento diário da rentabilidade, entre outras coisas. Trata-se do RMS (Risk Management System), que possibilita à corretora de valores mobiliários a análise e o gerenciamento dos resultados das operações dos clientes.

É a ferramenta certa para fazer o gerenciamento de risco das negociações. No RMS  (Risk Management System), é possível gerenciar todos os riscos inerentes das operações realizadas pelos clientes em vários segmentos de mercado, fazendo integração com as principais plataformas do mercado.

A solução centraliza em um único lugar todas as informações necessárias para acompanhamento e gestão de risco operacional. A plataforma RMS (Risk Management System) foi criada para realizar a gestão de OMS (Order Management System) e fazer o controle de riscos para operações em renda variável, renda fixa, tesouro direto e fundos de investimentos.

Conheça mais sobre o mercado financeiro acompanhando nosso blog.

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