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Quais são as gerações de hoje e como lidam com suas finanças

Desde o início do século XX, tornou-se um hábito classificar gerações por épocas específicas e nomeá-las. Ao contrário de separá-las por idade, sexo ou renda, a classificação por gerações foi considerada mais correta para definir grupos de pessoas. 

Segundo o instituto americano Pew Research Center, a classificação de gerações ajuda a entender como experiências diferentes de formação influenciam o ciclo de vida e o processo de amadurecimento da visão de mundo das pessoas.

Não é tarefa fácil classificar os períodos da vida das pessoas. Antigamente, as gerações eram classificadas a cada 25 anos. Mas, com a transformação digital, as classes genealógicas passaram a ser classificadas a cada 10 anos. Veja abaixo quais são as gerações e como são seus comportamentos financeiros.

Como cada geração é definida 

A classificação das gerações não é uma ciência exata. Segundo o cientista político Michael Dimock, presidente do instituto Pew Research Center, é possível que pessoas de uma geração tenham mais afinidade com uma geração vizinha do que com seus contemporâneos. 

Pelo consenso mundial, existem quatro gerações: Baby Boomers, X, Y (ou millennials) e Z. Mais recentemente surgiu uma quinta geração: a Alfa.

  • Baby Boomers: refere-se ao baby boom, a explosão do número de bebês nascidos no pós-guerra, entre 1945 e 1964. São pessoas hoje com idades entre 55 e 74 anos.
  • Geração X: é o grupo nascido entre 1965 e 1984, ou as com idade entre 35 e 54 anos atualmente.
  • Geração Y (Millennials): nascidos entre 1985 e 1999, têm hoje entre 20 e 34 anos;
  • Geração Z: são todos os nascidos de 2000 a 2010, com idades 9 e 19 anos;
  • Geração Alfa: nascidos a partir de 2010, a primeira geração a ser considerada 100% digital.

Comportamento financeiro de cada geração

Cada nova geração impacta a forma de agir e consumir produtos. Isso se reflete nas empresas e na forma dessas gerações lidarem com sua vida financeira, principalmente depois da transformação digital explodir.


Baby Boomers e Geração X

As pessoas nascidas até meados dos anos 80 formam duas gerações diferentes, mas possuem hábitos financeiros semelhantes. 

Os Baby Boomers e a Geração X gostam de estabilidade. A Geração X considera importante um emprego estável em uma empresa, enquanto os Baby Boomers valorizam um profissional que evoluiu dentro do mesmo emprego a vida toda. Ambas as gerações se habituaram a uma trajetória linear. 

Apesar de terem anos de diferença entre elas, as duas gerações viveram situações semelhantes. Passaram pelo período de inflação alta no Brasil e a dificuldade de fazer planos para o futuro. Elas pensam em deixar um legado de longo prazo e também em questões como a aposentadoria. 

Geração Y ou millennials

A geração Y ou millennials já nasceu no meio da tecnologia, por isso tem uma relação mais próxima, utilizando-a como principal fonte de informações e sociabilidade. É a geração que mais usa o celular. Eles consultam vários conteúdos de seus dispositivos móveis pela praticidade. 

É uma geração antenada e otimista, que segundo algumas pesquisas poupa algum dinheiro, até porque não chegou ao topo da carreira e ganha menos. É voltada para a tecnologia, aceita bem as fintechs, mas não gosta de ir ao banco. 

Os bancos devem oferecer a esta geração o processo de abertura de contas on-line. A geração dos millennials não quer perder tempo em bancos, enfrentando filas em agências. Por isso, o processo on-line também deve ser simples e direto. E esperam ainda que a aprovação seja rápida.

Com base na análise da Bloomberg com dados da Organização da Nações Unidas (ONU), a população de millennials em 2019 seria de 2,43 bilhões. No Brasil, o número de millennials ainda será maior do que o da geração Z, em uma proporção de 79 pessoas nascidas a partir de 2001, para cada 100 entre 1980 e 2000.

Geração Z 

Esta é a geração mais jovem no mercado de trabalho. Foram marcados pelo desenvolvimento tecnológico e pela crise global de 2008. Por isso, o acesso a empregos bem remunerados tornou-se mais difícil. Além disso, mudam de ideia com mais frequência, em função do grande acesso à informação por meio da internet. O grupo da geração Z representa, segundo dados da ONU, em 2019, 32% da população, ou 2,47 bilhões. 

Do ponto de vista financeiro, a geração Z é mais conservadora com o dinheiro. Eles estão mais focados em poupar dinheiro e, ao contrário da geração anterior, já não consideram fundamental as universidades para a vida profissional, deixando de investir nos financiamentos. Por isso, buscam serviços financeiros inovadores e disruptivos para lidar com seu dinheiro, fáceis de usar digitalmente e por canais omnichannel.

Além disso, se estiverem insatisfeitos com os serviços, não hesitam em mudar de banco. Buscam as menores taxas do mercado, priorizando as instituições que não cobram taxas. 

Isso está mudando a forma como o setor bancário atua, exigindo uma transformação digital para manter a competitividade. Além disso, para manter a segurança, terão que utilizar muitas tecnologias e abordagens vitais. Entre elas: 

  • Monitoramento proativo de ameaças na Internet, em redes sociais e em blogs; 
  • Tecnologias biométricas para autenticação multifatorial; 
  • Detecção e remoção de aplicativos falsos; 
  • SDKs (Software Development Kit), que integram a proteção antifraude com os aplicativos nativos dos bancos;
  • Monitoramento transparente de transações para descobrir atividades suspeitas em tempo real.

Geração Alfa

Alfa é a primeira geração nascida 100% digital. Filha dos millennials, as estimativas são de que, a cada semana, nasçam mais de 2,5 milhões de alfas no mundo. Até 2025, quando nascerão os últimos integrantes desta geração, o grupo somará mais de 2 bilhões de pessoas.

Também chamada de Geração de Vidro (por causa das telas) ou Geração IA (Inteligência Artificial), a Alfa confiará muito mais nas novas tecnologias e irá se relacionar com elas de forma vez mais emocional. A Geração Alfa irá buscar experiências mais imersivas e interativas, já que tecnologias como realidade virtual e realidade aumentada serão parte do dia a dia delas. Aliás, muitos já participam de grupos de Whatsapp.

É uma geração mais independente e com maior capacidade de resolver problemas do que seus pais. Também é mais inteligente e já dá indicadores de profunda transformação em diversas áreas, principalmente na educação.

Para saber mais sobre como investir em novas tecnologias para atender as gerações X,Y, Z e a nova Alfa, continue acompanhando o blog da Cedro.

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Bruno Zago

Bruno Zago

Diretor Comercial e de Marketing da Cedro Technologies.