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Fintechs: tendências e desafios para 2019

A transformação digital mantém um ritmo constante de evolução. A tecnologia para o mercado financeiro vem alterando o modo como as instituições bancárias se organizam. Mais do que isso, proporciona ainda o surgimento de startups e fintechs. Aliás, 2018 foi excelente para elas.  De acordo com estudo da CB Insights, somente no ano passado essas empresas faturaram 40 bilhões de dólares nos Estados Unidos.

Agora, em 2019, com a adoção de estratégias baseadas em TI para o mercado financeiro, a tendência é que as fintechs explorem ainda mais os novos recursos e tecnologias disruptivas como chatbots e inteligência artificial.

Veja, a seguir, quais são os desafios e oportunidades esse novo ano reserva e prepare-se para crescer. Boa leitura!

1. Em busca de novas regulações

Para se firmar no mercado, as startups financeiras empreendem um movimento que visa estabelecer novas normas regulatórias que flexibilizam a oferta de crédito, permitindo a ampliação da receita.

Atualmente, a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 4.656, de 26 de abril de 2018, considera formalmente apenas duas modalidades de fintechs de crédito: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade e Empréstimo entre Pessoas (SEP).

Atualizado em 27/04/2019: Governo sanciona também as Empresas Simples de Crédito (ESC).

Observa-se que não só aqui no Brasil, mas também em outros países, os reguladores globais têm eliminado as barreiras para estimular o crescimento das startups financeiras. Essa é uma maneira de incentivar a entrada de novas empresas no mercado,  quebrando monopólios bancários e estimulando a concorrência.

2. Crossover com novos produtos

Muitas fintechs começaram sua trajetória no mercado ofertando um único produto. É o caso do Nubank, que iniciou com o serviço de cartão de crédito. Contudo, novas possibilidades levaram à ampliação da carteira de serviços. Agora, o Nubank já oferece a Nuconta, conta corrente digital, descomplicada e gerenciada no aplicativo.

Neste formato, uma das chaves para o sucesso é ofertar o melhor atendimento mobile para o cliente. Poder abrir uma conta corrente, sem sair de casa, usando o celular com um autoatendimento intuitivo é um grande diferencial.

No entanto, para inovar dessa forma é preciso contar com um parceiro como a Cedro Technologies, que garanta os melhores recursos para a estruturação do processo de abertura de contas digitais pelas empresas de crédito.

Quando recebem um contracheque de um cliente, por exemplo, muitas fintechs já têm condições de emprestar dinheiro em juros. Mais do que isso, a startup pode inovar, pensando em oferecer muito mais.

Se o dinheiro de um cliente já está sendo depositado em um aplicativo, é hora de elaborar uma estratégia para incluir novos produtos – como contas de poupança e investimentos.

Ao aplicar TI para o mercado financeiro, é possível pensar nesse ciclo de crossover, movimento no qual um serviço permite a inclusão de outro produto gera mais fluxo de receita.

3. Pagamento por QR Code (PagSeguro, Mercado Livre no Brasil)

Essa é uma inovação empreendida pelo líder do mercado latino-americano de e-commerce, o MercadoLivre, por meio de sua fintech, o Mercado Pago. A companhia vem apostando em pagamentos com QR Code que ocorrem fora da plataforma em lojas físicas no Brasil.

A iniciativa já conta com 12 mil lojas físicas cadastradas no país. Além disso, é possível usar a nova tecnologia no celular. Somente no Brasil, são mais 12 milhões de usuários dos aplicativos do Mercado Livre e Mercado Pago.

Essa modalidade de pagamento promete praticidade e agilidade tanto para quem vende quanto para quem compra.

Para o varejista, o processo é simples: basta acessar o site e criar o código QR para sua loja. Feito isso, ele já estará apto a receber pagamentos em instantes, sem pagar nada por isso. O dinheiro das vendas é creditado na hora em sua conta Mercado.

Já o consumidor conta com uma tecnologia fácil de usar e segura. É preciso apenas ter o aplicativo do Mercado Pago ou do Mercado Livre no celular e selecionar a opção de pagamento com o QR Code.

4. Expansão das fintechs imobiliárias

Acompanhando os cases de incorporação de TI para o mercado financeiro, o setor imobiliário também vem buscando fomentar a transformação digital. Cada vez mais, empresas da área investem em plataformas, digitalização dos processos e otimização de portfólio.

A expectativa é de que em 2019 mais empresas do ramo elaborem estratégias para equilibrar a demanda e a oferta do consumidor de propriedades residenciais, bem como para atender à demanda de investidores por exposição e diversificação.

Se comparado ao mercado financeiro, o setor imobiliário realmente caminha mais lentamente rumo à transformação digital. Ainda assim, startups já têm apresentado novos produtos e soluções digitais. São inovações que visam reduzir riscos de financiamentos, diminuir os custos durante a construção ou mesmo incentivar o uso de blockchain e IoT (internet das coisas) para esse segmento. Veja algumas das iniciativas:

  • Uso de blockchain: corretores imobiliários já podem fazer análise de dados, usando blockchain – antes “exclusivo” para mineração e uso de criptomoedas – para certificar ativos e desburocratizar os processos de venda e compra;
  • Software para administração de condomínios: neste caso, o foco está voltado para interação online entre os síndicos e os moradores. Com um software de gestão mobile, é possível fazer assembleias online, gerar boletos, realizar reservas e ter acesso à gestão fiscal;
  • Tecnologias disruptivas: elas podem ser aplicadas de diversas formas. Os chatbots, por exemplo, podem auxiliar nas consultorias para decoração e reforma. Já a realidade virtual e aumentada é muito usada para tours virtuais, que permitem ao cliente conhecer o imóvel, ou ainda simular como o apartamento irá ficar depois de uma reforma;
  • Acompanhamento da obra: os drones têm sido amplamente usados no mapeamento dos terrenos e na inspeção dos edifícios. Desse modo, eles levam à redução de custos nas etapas de construção e incorporação;
  • Redução de riscos de financiamentos: ferramentas de Business Intelligence e análise de dados são aplicados visando a elaboração de score de crédito. Com uma análise precisa, é possível reduzir os riscos de financiamentos. Usando uma plataforma como a Data Engine, por exemplo, é possível ter a integração de diversas fontes de dados, dentre elas API e Webservices – SPC e Serasa.

5. Os impactos na economia: fintechs x bancos

Embora as startups financeiras estejam liderando esse movimento pela transformação digital, sabe-se que os bancos também têm buscado cada vez mais incorporar novas tecnologias disruptivas em sua estratégia. Esse comportamento traz uma série de outros impactos. Veja alguns deles:

Sustentabilidade é prioridade: Muito além da adoção de ferramentas e de TI para o mercado financeiro, tanto as startups quanto as instituições financeiras tradicionais têm o desafio de contribuir para um crescimento sustentável: essa é uma prioridade global. Cada vez mais, as empresas que investem em tecnologia também manifestam preocupação com o meio ambiente, a sociedade e a governança corporativa.

Critérios de investimento: com o posicionamento de empresas com alta tecnologia na área financeira, é possível observar um aumento na confiança de economistas e investidores. Com o mercado mais volátil e os investimentos de impacto em fase de redefinição, o mercado ganha um novo fluxo em investimentos de impacto. Com isso, as fintechs tendem a começar a padronização dos critérios para quem deseja investir.

 

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Bruno Zago

Bruno Zago

Diretor Comercial e de Marketing da Cedro Technologies.