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Entenda o que é resiliência corporativa e sua importância para os bancos

Construir e melhorar a resiliência corporativa não é mais uma escolha. É um imperativo. É uma questão de se tornar adaptável, capaz de se superar e se adaptar às mudanças que a transformação digital exige das empresas. E por que não seria diferente nos bancos?

Esse setor da economia vê diversas mudanças e impactos com a chegada de novas tecnologias e precisa entender as formas de adotar uma disrupção em seus processos. Novos modelos de negócio surgiram, como as fintechs e startups financeiras, que passaram a atrair os olhares do consumidor com novos produtos, serviços e funções.

Esse novo cenário competitivo desperta a necessidade de buscar melhores resultados e formas de se destacar no mercado. E a resiliência corporativa tem papel fundamental nesse processo.

Mas, afinal, no que consiste o termo e qual é o seu papel na transformação digital dos bancos? E por que se tornou tão crítico para essas instituições? Vamos descobrir!

O conceito de resiliência corporativa

Podemos definir a resiliência corporativa como a habilidade de uma organização de responder, recuperar ou resumir suas operações de forma a levar novos níveis de serviços a seus clientes e parceiros, buscando, de fato, a disrupção do negócio.

Isso quer dizer que ela precisa ser capaz de se reerguer em situações de adversidade ou buscar aprimorar suas atividades para se adaptar a novos contextos. Com a ascensão da Era Digital, novos perigos e ameaças surgiram aos negócios.

No universo on-line, ciberataques e invasões aos sistemas  tornaram-se riscos comuns, exigindo tecnologias modernas e seguras, como a inteligência artificial. E claro, riscos tradicionais como desastres naturais e pandemias, como o recente surgimento do coronavírus, sempre exigem estratégias inovadoras de se reinventar.

Vivemos novos tempos em que as empresas já não têm mais o direito de se manterem tradicionais ou podem perder espaço no mercado. Os próprios clientes já buscam novas experiências e colecionam expectativas diferenciadas nos serviços, sendo essencial o conceito de know your client.

Então, a resiliência corporativa precisa estar presente nos modelos de negócios. Não dá mais para se acomodar. Os reguladores precisam agir para diminuir os riscos e aumentar a vigilância nos processos de uma empresa.

Por que a resiliência corporativa deve ser levada a sério nos bancos?

Diante do contexto apresentado, a resiliência corporativa deve ser encarada como um must have em bancos e instituições financeiras. É uma forma de manter a competitividade diante dos novos players, garantindo a confiança de mercado e reforçando a estabilidade financeira do negócio.

As fintechs surgiram com novos sistemas e tecnologias inovadoras que atraíram o interesse de muitos consumidores. Com isso, elas tomaram para si uma fatia do mercado que pertencia às instituições financeiras tradicionais. Se os bancos estavam em uma condição confortável, precisaram acordar para o novo cenário mercadológico, com novos serviços financeiros.

O risco de ignorar a resiliência corporativa e novas práticas de atuação, bem como deixar de evoluir os processos é se tornar irrelevante. E a consequência é perder espaço, clientes e receitas, levando a uma derradeira crise da instituição.

Lutar contra esse destino é ser resiliente. É mostrar a capacidade de se adaptar às exigências da transformação digital e se reinventar. Aceitar que, de tempos em tempos, mudar os processos é uma necessidade.

E, com o surgimento constante e acelerado de novas tecnologias, já não é mais possível se manter parado. A resiliência corporativa deve ser adotada como parte da identidade dos bancos para se manter sempre por dentro das mudanças e novidades, garantindo assim o seu lugar ao sol no setor financeiro.

O papel dos reguladores diante da transformação digital

O controle regulatório se mostra fundamental para as novas abordagens de um banco em busca de transformação digital. Os reguladores podem adotar uma série de estratégias para alcançar os objetivos nesse processo de disrupção.

Eles precisam estar alinhados com os princípios da resiliência, evitando que a complexidade operacional  afete o mercado financeiro e que os interesses do consumidor sejam prejudicados nas mudanças.

Para isso, algumas questões devem ser priorizadas. Não basta, por exemplo, simplesmente focar em sistemas e aplicativos financeiros. É preciso olhar para os serviços mais críticos, avaliando os impactos do cliente e do mercado para o negócio e a conexão com parceiros.

Isso ajuda a entender até onde é possível tolerar os impactos nas interrupções dos processos tradicionais. A evolução da transformação digital deve respeitar os limites do negócio, utilizando métricas e resultados bem definidos para isso.

A integração de protocolos de gerenciamento ajudam a minimizar os impactos imprimindo velocidade, transparência e pontualidade na comunicação com os clientes. Leva-se em conta recursos como pessoas, processos, tecnologia, dados, entre outros.

E garantir que a alta administração e membros do conselho participem ativamente da transformação digital é essencial para os reguladores. Eles ajudam a guiar a resiliência corporativa de acordo com as estratégias da instituição e o perfil de risco dos negócios.

No setor bancário, os reguladores precisam atualizar, consolidar e elevar as expectativas de supervisão, evoluindo os padrões de acordo com a segurança e estabilidade do setor financeiro. Tudo isso levando em conta as respostas aos eventos disruptivos, mudanças na infraestrutura do mercado, tecnologias emergentes e prioridades na transformação digital.

A resiliência operacional e tecnológica no centro das atenções

O foco dos reguladores mundiais tem sido a resiliência operacional e tecnológica. São dois elementos que se destacam na busca pela transformação digital, reforçando o impacto das soluções emergentes.

Entre os direcionadores principais, estão os riscos associados à complexidade operacional. Isso acontece devido à resiliência aumentada das empresas, que buscam as melhores tecnologias emergentes para aprimorar os processos.

Tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, vemos também o impacto das interrupções reforçadas nas instituições financeiras. As operações precisam seguir os protocolos para evitar quebras bruscas na transformação digital, apoiando-se na resiliência corporativa para evitar prejuízos.

Também é preciso manter a preocupação sobre os ciberataques, que colocam em xeque a vulnerabilidade das organizações. Com as mudanças de sistemas e aplicações, é altamente recomendável manter as atenções para medidas de seguranças, reforçando o impacto da resiliência operacional e tecnológica.

Como mitigar os riscos da falta de resiliência?

Os riscos da falta de resiliência corporativa são variados e dinâmicos, estando todos conectados entre si. Estão relacionados às diferentes dimensões operacionais, incluindo pessoas, processos, tecnologia e parceiros ligados ao negócio.

Nesse contexto, existem diferentes abordagens para incorporá-las à transformação digital. Uma orientação mais holística permite uma estratégia vista de cima, sob o aspecto da resiliência operacional. Esse método se vincula diretamente aos objetivos de estabilidade financeira, visando sintetizar os componentes do processo.

Outro caminho é voltar-se para a base dos processos, com foco na educação. Essa é uma prática bastante adotada nos EUA. Lá eles utilizam as orientações existentes juntamente com informações particulares da instituição para entender as movimentações do setor e relacionar as áreas que precisam de orientação específica.

Porém, essas são só algumas tendências que identificamos pelo mundo. Os bancos precisam entender que não há uma fórmula específica e tudo depende de uma análise aprofundada das estratégias de transformação digital. A resiliência corporativa, afinal, visa justamente trazer essa movimentação para entender como melhor se posicionar e trilhar os caminhos da disrupção.

Nesse processo, contar com uma empresa de tecnologia como a Cedro faz a diferença. Um parceiro especializado consegue ajudar no direcionamento dos caminhos de transformação digital e indicar as soluções mais adequadas no processo. Conheça o nosso portfólio e veja como podemos contribuir com o seu negócio!

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Bruno Zago

Bruno Zago

Diretor Comercial e de Marketing da Cedro Technologies.