Embedded Finance: como essa tecnologia impacta o futuro do mercado?

20 / 09 / 2022

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Entre 2020 e 2021, a crise do coronavírus fez com que as empresas repensassem e acelerassem suas estratégias de digitalização como nunca antes. Os projetos de digitalização planejados com anos de antecedência foram concluídos em poucos meses.

Um dos exemplos mais notáveis ​​de digitalização está no setor de serviços financeiros: particularmente em como as empresas tradicionais levaram essas operações a um novo nível, integrando produtos financeiros em seu plano geral de negócios. Conheça, neste post, mais sobre embedded finance.

O que é embedded finance?

Como todos os novos conceitos, para aqueles que estão se familiarizando com a ideia, pode ser um desafio entender o que esse termo significa. Simplificando, o embedded finance é o uso de ferramentas ou serviços financeiros – como empréstimos ou processamento de pagamentos – por um provedor não financeiro.

O conceito faz parte do portfólio de Banking as a Service (BaaS) e é uma tendência mundial que só se fortalece com o amadurecimento do Open Banking e Open Finance. Isso sem dizer da fintechzação do varejo.

Esse modelo de negócio do embedded finance é projetado para agilizar os processos financeiros para os consumidores, facilitando o acesso aos serviços de que precisam no momento exato.

Poucas décadas atrás, para fazer uma compra de alto valor, o consumidor precisava ir a uma agência bancária física para solicitar um empréstimo. Agora, com o embedded finance, é possível fazer uma compra e obter crédito em um só lugar: o ponto de atendimento.

A era do embedded finance está se consolidando e, com um valor de mercado estimado em mais de US$ 138 bilhões em 2026, fica claro que essa não é apenas um hype, mas sim o futuro.

5 exemplos do embedded finance

Em pouco tempo, o embedded finance se transformou de uma palavra da moda em um conceito que está mudando fundamentalmente a forma como varejistas e consumidores se envolvem com serviços financeiros.

1. Pagamentos

Carteiras digitais como o PayPal são o exemplo mais usado de pagamentos incorporados. Os cartões estão (geralmente) por trás da transação, mas como o pagamento é processado sem problemas, ele se torna parte integrante da experiência de checkout. Empresas baseadas em aplicativos, como Uber, iFood e Rappi, popularizaram esse processo.

2. Empréstimos

O tradicional crediário é praticamente uma instituição nas empresas varejistas brasileiras que se reinventou com o embedded finance. O BanQi, banco digital da Via (ex-Via varejo), levou a tradicional forma de pagamento dos desbancarizados que compram nas Casas Bahia, entre outras varejistas do grupo, a um novo patamar. Agora esse banco pode oferecer empréstimos na modalidade de Sociedade de Crédito Direto (SCD).

3. Seguros

Desde a oferta de garantias estendidas pagas em produtos de alto valor até o fornecimento de opções para itens como seguro de carro como parte da experiência de aquisição de um automóvel, há muitos casos de uso em que os clientes podem comprar seguro quase instantaneamente como parte de uma compra ou processo relacionado. O Mercado Livre, por exemplo, oferece seguros para os eletrônicos comprados na plataforma.

4. Investimentos

Investimentos e aplicativos de negociação são um ótimo exemplo de onde diferentes áreas de finanças podem se conectar em uma experiência incorporada. Já existem muitos aplicativos de fintech projetados especificamente para tornar o investimento e a negociação muito mais fáceis e acessíveis. Eles permitem que os clientes se conectem a várias opções de ações e negociações, negociem criptomoedas e muitas outras opções - tudo por meio de uma única interface.

5. Bancos

O banco integrado pode oferecer uma variedade de alternativas interessantes, dependendo do provedor. Por exemplo, nos EUA, o aplicativo da Starbucks permite que os clientes armazenem dinheiro e ganhem pontos de recompensa, mas também oferece facilidades de depósito e crédito, apoiadas pelo JP Morgan.

Aqui no Brasil, as plataformas Méliuz, Mercado Pago e Rappi, entre tantas outras, disponibilizam cartões de crédito. Já a 99Pay, MagaluPay e AmeDigital (da B2W) oferecem contas digitais.

Vantagens do embedded finance

Não há dúvida de que os clientes podem se beneficiar da sua disseminação. Talvez a vantagem mais significativa seja a eliminação de muitos pontos problemáticos. Etapas desnecessárias na jornada de compra são removidas e o atrito é eliminado na compra de produtos, resultando em maior conveniência.

Os clientes podem pedir o que quiserem e pagar sem problemas – tanto que o ato de pagar é quase removido, porque a transação é automatizada em segundo plano. Em todos os tipos de embedded finance, o benefício para o cliente é claro: conveniência, personalização, facilidade e rapidez.

Mas quais são os benefícios para as empresas que investem na oferta destes serviços?

Os varejistas podem diversificar seus fluxos de receita e aumentar a fidelidade à marca. Insights avançados dos clientes também podem ser obtidos dos que usam as soluções. E, ao aproveitar os dados coletados, as empresas podem obter uma compreensão mais profunda e personalizar melhor as experiências do consumidor.

Qual o futuro do embedded finance?

De pagamentos e empréstimos a seguros e gestão de patrimônio; aparentemente não há fim para as áreas em que as marcas podem adicionar finanças incorporadas.

De acordo com as previsões da Future Market Insights, espera-se que o mercado global de embedded finance continue seu forte desenvolvimento e registre um crescimento anual de mais de 16% na próxima década. Avaliado em US$ 54,3 bilhões em 2022, está a caminho de atingir US$ 248,4 bilhões até 2032.

O embedded finance tem a flexibilidade e universalidade para serem aplicados a qualquer empresa ou setor com um elemento transacional. Também tem potencial e impulso para revolucionar os pagamentos e ampliar os horizontes da inovação nos serviços financeiros.

Como consequência, essas ofertas exigem que os fornecedores vejam seu produto financeiro por meio de uma lente técnica. Olhando para o futuro, pagamentos, empréstimos e seguros embutidos continuarão sendo as áreas mais fortes do setor.

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