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Como o sistema bancário mudou diante da transformação digital?

Hoje, os serviços financeiros fornecidos pelo sistema bancário estão bastante avançados, ganhando impulso pela transformação digital. Já é possível encontrar opções desde contas digitais à customização de produtos. Porém, a história nem sempre foi assim.

É só pensar que, há cerca de 20 anos, era muito comum encontrar cidades com modelos de atendimento ultrapassados ou precários. Em muitos casos, era necessário viajar para uma cidade próxima para poder realizar pagamentos ou saques, por exemplo. Isso porque nem todos os municípios tinham acesso bancário.

Infelizmente, esse cenário ainda existe nos dias de hoje, em localizações distantes e regiões precárias, mas ocorre em escala bem menor do que antes.

A chegada da tecnologia permitiu expandir o acesso para o meio digital, principalmente a partir da virada do milênio, o que elimina cada vez mais a necessidade de uma instituição física, até mesmo para a abertura de contas.

Com isso, muitas instituições, que antes tinham um crescimento mais lento, agora se veem na necessidade de mudar os próprios modelos de atuação para se manterem relevantes.

Agora, elas buscam inovar a partir de mudanças tecnológicas para atender as exigentes demandas do consumidor e facilitar acesso aos serviços.

O sistema bancário evoluiu muito nas últimas duas décadas e, neste artigo, vamos discorrer sobre essas mudanças. Confira a seguir como os serviços financeiros ganharam outro contexto com o passar do tempo, até chegarem ao atual contexto da transformação digital!

As origens do sistema bancário

Para entender como o sistema bancário mudou nos últimos 20 anos, é interessante contarmos um pouco da história inicial dessa atividade tão importante e tão antiga. O sistema bancário é um dos negócios mais antigos do mundo e surgiu praticamente junto com as primeiras moedas.

Foi necessário um lugar que pudesse guardá-las e, assim surgiu o Banco di San Giorgio. Ele foi criado em 1406 em Gênova, cidade que tinha localização estratégica para os negócios da época, onde navegantes paravam para fazer trocas de mercadorias. 

Nos dias atuais, o banco mais antigo em circulação é o Monte dei Pachi di Siena, na Itália. A instituição existe desde 1472, tendo atualmente mais de 1,8 mil agências e opção de contas digitais, adaptado à transformação digital.

A evolução dos cartões bancários

Não podemos falar da história dos serviços financeiros sem citar a criação do cartão de crédito. A ideia de uma nova ferramenta além do dinheiro para fazer compras só veio no século XX, a partir do Charga-Plates. Esse precursor do cartão de crédito foi criado em 1928 e circulou até a década de 1950.

Era um modelo bem limitado, que só podia ser usado localmente. Após uma compra, era criada uma nota de venda a partir da impressão em chapas. No final do ciclo de venda, os valores eram pagos à loja. Os cartões de crédito como conhecemos só surgiram em 1950, com a bandeira ainda existente Diners Club.

Os cartões, tanto de crédito como de débito, foram uma verdadeira revolução para os serviços financeiros, mas o ciclo da transformação digital permitiu avançar um novo degrau nessa corrida.

Até meados da década de 2000, as pessoas ainda precisam se locomover até as instituições bancárias e lotéricas para realizar pagamentos de contas e faturas. Era necessário carregar dinheiro, bem como moedas para troco para poder quitar as dívidas, mas isso mudou com o avanço da tecnologia e da transformação digital.

Em 2008, foi lançado o Barclaycard, o primeiro cartão sem contato com os leitores. Essa modalidade funciona por hiperfrequências, permitindo a leitura sem o contato físico de fato entre os objetos. Embora sejam muitos comuns atualmente, geraram no início estranheza por parte dos consumidores desconfiados.

Porém, essa não é nem de longe a forma mais avançado de realizar pagamentos. A transformação digital já permite fazer compras pela internet e até mesmo realizar pagamentos por relógios inteligentes e leitores de NFC e QR code.

A adaptação aos novos modelos

A evolução do sistema bancário, alavancada nos últimos 20 anos, exige que as instituições mudem a mentalidade para fornecer uma melhor experiência aos usuários, adaptando-se às novas demandas e conhecendo os clientes.

Assim como no surgimento dos cartões sem contato houve certa estranheza inicial, vale ressaltar que também há resistência aos formatos tecnológicos no próprio público, em especial nas gerações mais velhas, que são mais tradicionais.

Cada vez mais, as pessoas precisam estar atualizadas à Era Digital e às novas tendências, mantendo-se conectadas. Enquanto que as novas gerações estão mais familiarizadas com os formatos disruptivos, quem viveu nas décadas pré-milênio encontra mais dificuldades para se adaptar. Isso é percebido principalmente em regiões com população envelhecida pela diminuição da taxa de natalidade.

Se esse é o cenário entre os consumidores, o mesmo acontece com as instituições tradicionais. As empresas financeiras que relutam em atualizar os formatos e acompanhar a transformação digital passaram a perder espaço para a concorrência e enfrentam dificuldades para se manter no mercado.

Segundo a BBC, em um período de três anos entre 2015 e 2018, mais de 2,9 mil agências foram fechadas no Reino Unido. Esses números só legitimam a busca crescente por serviços digitais, mostrando que os clientes estão cada vez menos dependentes de bancos físicos para consumirem serviços financeiros.

Isso não significa que as agências vão realmente acabar, principalmente porque o público mais tradicional ainda busca as instituições físicas para resolverem suas pendências. Pelo contrário, as agências terão que se adaptar aos novos cenários e proporcionarem novas modalidades de serviços, bem como se integrarem aos sistemas digitais para proporcionar o conforto exigido pelos novos clientes.

A busca pela inovação

As empresas que querem se manter competitivas precisam acordar para as novas ferramentas que a Era Digital trouxe. As tecnologias expandem os serviços financeiros de uma forma jamais vista antes e, se já tivemos um impulso nas últimas duas décadas, a tendência é que esse cenário se mantenha cada vez mais forte e disruptivo.

A grande promessa para o futuro do setor é inteligência artificial, que já começa a se destacar na forma de serviços cognitivos. A aplicação de chatbots e assistentes virtuais tem sido procurada por muitas instituições que enxergam oportunidade de inovar e proporcionar as melhores experiências aos clientes.

Essas tecnologias aceleram o atendimento, eliminando filas de espera nas centrais telefônicas, solucionando dúvidas de forma rápida e instantânea e funcionando por 24 horas.

Os chatbots são uma pequena amostra de que a inteligência artificial realmente deve dominar o setor financeiro nos próximos anos. Eles devem alterar para sempre o conceito de atendimento eficiente.

Com o surgimento de fintechs, bancos totalmente digitais e a promessa do Open Banking, o sistema bancário nunca esteve tão avançado. Enquanto os caminhos da transformação digital ainda estão em movimento, o que podemos fazer é acompanhar as novidades e entender quais serão os próximos passos. 

Confira as principais tendências para o setor até 2030 e se prepara para o futuro!

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Bruno Zago

Bruno Zago

Diretor Comercial e de Marketing da Cedro Technologies.