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Blockchain, a estrutura anti-sistema

Atualmente, vivemos um colapso social e econômico em muitos países. A estrutura tradicional de governos, instituições e corporações têm dado sinais de desgaste. A centralização, como padrão organizacional, tem sido ineficaz, levando ao enfraquecimento da sociedade e a exploração dos que não possuem informação por aqueles que a possui.

A União Europeia, talvez seja o maior exemplo desse falimento, onde a tentativa de centralizar governos, economias e moedas tem gerado efeitos catastróficos, reforçando uma relação neocolonialista entre norte desenvolvido e sul subdesenvolvido. Podemos observar essa deterioração também no modelo organizacional das multinacionais, que buscam controlar e restringir a informação, enfraquecendo empresas menores. Nesse cenário, a necessidade pela descentralização e a adoção de um sistema colaborativo vem se fortalecendo, abrindo espaço para um novo ambiente, onde tamanho ou influência não signifique que pequenos e grandes não possam competir em um mesmo patamar de importância.

Da propriedade ao domínio público

Participando da CIAB 2018, tive a oportunidade de conversar com boa parte dos expositores e visitantes que ali estiveram. Neste período, percebi que mais do que se posicionarem como empresas, concorrentes ou clientes, pessoas e organizações estão buscando se relacionar de forma colaborativa, formando alianças e compartilhando informações, a fim de aprimorar serviços, acompanhando o avanço e a inovação tecnológica.

Empresas grandes ou pequenas buscam incrementar seus portfólios rapidamente e sem a necessidade de grandes investimentos, aumentando assim, sua atuação no mercado.  Em mais de uma conversa, pude constatar que empresas utilizam serviços de diversos fornecedores, satisfazendo uma maior diversidade de consumidores. A necessidade de diferentes soluções tecnológicas e de um grande fluxo de informação, faz com que empresas abdiquem da centralização de seus processos e dados em troca de uma fatia maior do mercado para atuar, fazendo com que toda essa informação antes centralizada, se torne cada vez mais de domínio público.

A evolução das estruturas governamentais, institucionais e corporativas

Corporações, instituições e governos de alguns países, já começam a adotar a descentralização, seja em processos diversos ou no controle de informação e de dados. Essa estrutura, conhecida como Blockchain, tem servido para transformar segmentos como justiça, mercado financeiro, setor público, IoT, supply chain, etc, fazendo com que estas operações consigam ser mais transparentes, menos suscetíveis a fraude e mais acessíveis. A necessidade de eliminar intermediários e baratear o processo tem feito com que a migração da estrutura atual para a estrutura de Blockchain ocorra mais rapidamente.

Blockchain

O Blockchain pode até parecer um termo novo para muitos, mas nada mais é do que uma maneira transparente e descentralizada de gerir contratos inteligentes de ativos ou bens e de disseminar informações e práticas de educação. Um estudo do Fórum Econômico Mundial, mostra tendência de crescimento do Blockchain para os próximos anos. Em 2027, 10% do PIB mundial estará armazenado na estrutura descentralizada, já em meados de 2023, governos estarão utilizando a tecnologia para coletar tributos.

Anarcocapitalismo ético

A transição que estamos vivendo no universo eletrônico reflete em grande parte anseios sociais, como acessibilidade universal e transparência, e na minha opinião, deve ser considerada a verdadeira globalização. Ao invés de sermos doutrinados por corporações, governos e instituições centralizadores que determinam as regras que devemos seguir, poderemos nós mesmos criá-las, gerenciá-las e auditá-las e então após séculos de vigência de um sistema inorgânico, começaremos a vivenciar uma era de compartilhamento e colaboração, em que estruturas arcaicas serão enfraquecidas, abrindo espaço para um novo modelo de organização social, onde o poder centralizado deixará de existir.

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Bruno Luiggi

Bruno Luiggi

Formado em Comunicação Social e especialista em prospecção comercial. Atua na área de abertura de novos mercados na Cedro Technologies.