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Estratégias para bancos: as 4 tendências em tecnologia para 2020

Com a chegada de 2020, novas tendências em tecnologia começam a se materializar. No ambiente bancário, uma pesquisa da empresa NCR identificou as principais convergências de estratégias e transformação digital para 2020.

Os pontos levantados mostram o impacto dessas ações no mercado e como os bancos devem se comportar para aumentar a demanda por seus serviços financeiros. São 4 tendências apresentadas pelo relatório. Veja a seguir neste artigo.

Crescimento da presença digital dos bancos

Com o acirramento da concorrência no setor financeiro, a busca por renovação é um processo natural. Os bancos querem se manter relevantes para seus consumidores e precisam se ater para a atual realidade das ofertas.

A entrada de novos players com propostas de disrupção exige uma quebra da zona de conforto. Afinal, as fintechs e neobancos têm grande potencial de dominar o mercado com serviços digitais e modernos. Até gigantes como a Apple e o Google já se aventuram no setor, com produtos como o Apple Card e o Google Checking.

Os novos modelos de negócio trazem ofertas que se encaixam com o que as novas gerações buscam. Os millennials já cresceram na Era da Internet e, por isso, possuem uma essência digital. Esse contexto foi fundamental para o surgimento de empresas voltadas exclusivamente para o âmbito on-line.

Segundo uma pesquisa da Febraban em parceria com a Deloitte, os canais digitais (celulares, computadores, tablets, entre outros) já correspondem a 60% de todas as transações bancárias feitas no Brasil. A plataforma mobile ganhou ainda mais força, sendo que, ainda em 2018, efetivou cerca de 2,5 bilhões de transações financeiras, ultrapassando o internet banking pela primeira vez.

Esses dados apontam para um caminho sem volta, destacando a digitalização dos bancos como uma forte tendência em tecnologia nas instituições financeiras para 2020. As empresas mais tradicionais estão acordando para esse cenário e começam a apresentar ramificações para atrair o público mais jovem.

Segundo a pesquisa, os investimentos na expansão de serviços focados em aplicativos e plataformas digitais já somam R$ 196 bilhões. Em 2019, uma das tendências foi o crescimento da abertura de contas digitais, com startups especializadas tomando conta das demandas.

O Nubank, por exemplo, conseguiu se consagrar como uma startup unicórnio devido ao crescimento acelerado de seus negócios. Aprender com essas empresas e absorver as estratégias será a chave para os bancos segurarem seus espaços no mercado em 2020.

As instituições devem entender como aplicar a transformação digital, promovendo uma experiência do cliente com conveniência, facilidade e valor agregado.

Atenção às PMEs e aos negócios informais

As pequenas e médias empresas, bem como os negócios informais, sempre foram negligenciadas pelas instituições financeiras, encontrando pouco ou nenhum suporte para seus negócios. Elas precisavam se adaptar às soluções para o comércio de forma geral, que são muitas vezes ineficazes para suas necessidades.

Porém, muitas dessas empresas acabam crescendo e se tornando consumidores importantes para os bancos. É um contexto que reforça a importância de olhar para esse segmento tão subaproveitado.

As fintechs e startups financeiras perceberam essa oportunidade e passaram a desenvolver produtos e serviços especiais para esse público. Com isso, chegou a hora de os bancos também se moverem rumo a essa tendência.

Segundo um relatório da Bureau of Labor Statistics, mais de 35% da força de trabalho nos EUA é formada por trabalhadores informais, número que deve crescer para 43% agora em 2020. Da mesma forma, o Brasil também vê esse nicho crescer exponencialmente.

Com isso, é essencial que os bancos invistam em novas relações de negócios. Eles devem fornecer ferramentas adequadas para os clientes que querem administrar finanças pessoais e empresariais.

Tendo em vista como os novos entrantes se beneficiam das necessidades das PMEs e dos negócios informais, a busca por esse nicho também será uma tendência para os bancos em 2020.

Porém, eles devem se apressar para entregar uma experiência digital otimizada para esses empresários. Do contrário, ficarão cada vez mais para trás e correm o risco de perder as oportunidades que essas relações prometem.

Unificação de canais isolados pela transformação digital

Os bancos sempre operaram em silos, com canais complexos paralelos e de alto custo de implantação. Esse legado hoje impõe uma grande barreira para a rápida transformação digital das instituições financeiras que buscam inovar.

A dificuldade para acompanhar o ritmo dos novos entrantes exige que as empresas tradicionais passem a repensar suas estratégias. Enquanto as fintechs e os bancos digitais começam a construir seu legado diante de um cenário tecnológico, as empresas tradicionais devem promover uma mudança cultural e estrutural radical em seus processos.

Para isso, é necessário “descanalizar” os silos para que eles se tornem interligados, facilitando a implantação de novas tecnologias. A crescente exigência dos clientes por experiências já prioriza bancos que tenham plataformas simples e com serviços unificados.

Por isso, em 2020, uma tendência em tecnologia que ascende é o esforço dos bancos em desenvolver soluções que conectem esses silos. O caminho é unificar os canais a partir de APIs modernas que permitem conectar o consumidor aos diversos serviços, além de reduzir os custos da transformação digital e melhorar a experiência do usuário.

A experiência do cliente em campo de batalha

Se a unificação dos silos é uma estratégia para melhorar a experiência do cliente, essa questão, por sua vez, deverá ser prioridade máxima em 2020. O consumidor cada vez mais exige serviços que facilitem a sua vida, priorizando quem lhe faz ganhar tempo.

A qualidade da experiência será a chave para conquistar e fidelizar os clientes. Criados justamente para se moldar ao novo perfil dos consumidores, os players novos no mercado já desenvolvem soluções para atender a essas necessidades.

Embora os bancos tenham mais dificuldade para evoluir seus serviços, eles ainda têm a vantagem da maior confiança e de um compliance mais preparado. As pessoas ainda têm receio de aplicar suas finanças em uma empresa que ainda se estabelece no mercado.

Por isso, as instituições tradicionais ainda têm a oportunidade de fidelizar clientes a partir da melhoria das experiências. Os serviços e produtos deverão ser aperfeiçoados para proporcionar mais facilidade, rapidez e simplicidade, tomando como exemplo o que os entrantes digitais já reforçam em seus produtos.

A busca pela transformação digital deve ser feita estrategicamente, analisando todas as possibilidades. Muitos bancos buscam parceiros de negócios ou mesmo se fundem entre si para escalar  as ofertas. Dessa forma, conseguem melhores oportunidades para investirem e canalizarem seus recursos em inovações que possam atrair os consumidores.

Essas são as 4 grandes tendências em tecnologia e estratégias que devem acompanhar os bancos em 2020 segundo a pesquisa da NCR. Porém, a segurança de dados também deve ser uma preocupação nas suas estratégias. Veja como a aproximação da chegada do Open Banking traz preocupações para essa questão.

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Bruno Zago

Bruno Zago

Diretor Comercial e de Marketing da Cedro Technologies.

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