Arquitetura de microsserviços ou monolítica: qual devo usar?

8 / 11 / 2022

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Quando falamos em tecnologia dentro de um ambiente corporativo, sabemos que a roda gira rápido. E nesse universo com tanto dinamismo é fundamental saber escolher a estrutura mais adequada de plataforma para os negócios, pois essa arquitetura pode fazer bastante diferença para um projeto digital ser bem sucedido.

Tanto para gestores de empresas, quanto para desenvolvedores de softwares, é preciso conhecer mais detalhes de como agem as duas principais estruturas da atualidade: a arquitetura de microsserviços e a monolítica.

Nesse artigo você vai entender como funcionam esse dois modelos de arquitetura de software, quais são as principais diferenças entre eles e como cada um pode impactar os negócios de uma organização. 

Tenha uma boa leitura!

O que é uma arquitetura de software

Caso você não trabalhe diretamente no desenvolvimento de sistemas computacionais, saiba que por trás de todo aplicativo, ferramenta ou sistema, sempre vai existir uma grande estrutura desenvolvida pela arquitetura de software. Cabe aos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) realizar as análises estratégicas de componentes operacionais mais viáveis.

Essa análise primária deve ser feita antes da escolha de quais soluções serão mais adequadas para uma determinada tecnologia, sempre levando-se em conta o desempenho, interoperabilidade, escalabilidade, compatibilidade e performance.

Por meio da arquitetura de software, é possível entender possíveis diferenças entre linguagens, sistemas operacionais envolvidos e ambientes computacionais. 

Todo esse processo ajuda a otimizar o trabalho de designers e desenvolvedores, que devem criar aplicações dentro dos padrões necessários para seu melhor funcionamento. 

O que é arquitetura monolítica

A arquitetura monolítica é um sistema único, ou seja, quer dizer que todas as funções estão em um mesmo pacote a ser distribuído para o cliente e toda a modularização utilizada vai trabalhar em uma mesma máquina. Dessa maneira, todos os módulos vão compartilhar recursos de processamento, memória, banco de dados e arquivos. 

Sua principal característica é o acoplamento de módulos com abordagens distintas. Sendo assim, é possível acessar códigos, sem que seja necessário realizar alguma integração.

Para exemplificar como funciona a arquitetura monolítica, imagine que nosso sistema solar tenha um único planeta, sem os demais corpos como o sol, planetas, estrelas e tudo aquilo que existe no sistema. Isso seria um monólito.

Podemos definir então que a arquitetura monolítica é um sistema único e não dividido. Ela roda em uma aplicação de software onde diferentes componentes estão conectados ao mesmo programa.

Desvantagens da arquitetura monolítica

Em 2009, a Netflix enfrentou algumas dificuldades, pois sua infraestrutura monolítica não conseguia  acompanhar a demanda por serviços de streaming de vídeo, em crescimento rápido e constante. 

Foi necessário realizar a migração para a nuvem pública e com uma arquitetura de microsserviços. Isso significou um marco na história da Tecnologia da Informação, pois o termo "microsserviços" não existia e a estrutura não era bem conhecida.

Situações como da Netflix demonstram que a arquitetura monolítica é eficiente até certo ponto. Mas podem apresentar problemas em relação à escalabilidade e ao desenvolvimento do projeto.

O que é arquitetura de microsserviços

Empresas como Microsoft, IBM, Amazon e Google usam a arquitetura de microsserviços em suas plataformas. Isso não significa que organizações de menor porte não possam aderir ao modelo também. Na verdade, a implementação dessa estrutura vai depender mais do planejamento estratégico do que do tamanho da organização.

Uma arquitetura de microsserviços tem uma variedade de serviços ou sistemas distribuídos que estão separados em partes como domínios independentes. E a lógica dessa estrutura é isolar os domínios para que eles sejam únicos dentro de todo sistema.

A intenção é separar os serviços, de forma que cada um acesse uma camada do banco de dados de maneira independente ou somente acesse algum serviço externo.

Quando um negócio digital necessitar de alterações e atualizações mais frequentes, então o modelo de microsserviços é o mais indicado.

Diferenças entre a arquitetura de microsserviços e a monolítica

1. Governança

Em uma estrutura monolítica, como tudo é desenvolvido em um único código, qualquer problema em uma parte do processo pode causar uma pane completa no serviço. Já na arquitetura de microsserviços, isso não acontece e eventuais problemas são pontuais, mantendo outras aplicações em funcionamento normal.

2. Prazo do projeto

Se a ideia é testar e lançar rapidamente um sistema, o desenvolvimento em arquitetura monolítica pode ser uma boa opção, já que os microsserviços necessitam de processos que exigem mais tempo.

3. Atualização

Com o tempo, uma arquitetura monolítica pode deixar o sistema maior e mais complexo do que quando foi projetado, pois suas atualizações implicam em acrescentar itens ao mesmo bloco. Isso exige a reinicialização de todo o sistema, o que pode causar, por exemplo, perda temporária de suas funcionalidades.  

Na estrutura de microsserviços, todos os serviços são interdependentes e com baixo nível de acoplamento. A inclusão de melhorias ou as atualizações não interferem em outras funcionalidades. 

4. Complexidade

A complexidade de todo o sistema monolítico vai aumentar com o passar do tempo, a cada incremento. Isso causa um consumo cada vez maior de recursos e torna a manutenção cada vez mais cara e lenta.

O modelo de microssistemas mantém a complexidade do sistema uniforme, pois as modificações e novas funcionalidades são feitas isoladamente em novos microsserviços. Por serem independentes, sua complexidade aumenta muito menos ao longo do tempo.

5. Escalabilidade

A escalabilidade do sistema monolítico é difícil, pois sempre se deve duplicar a infraestrutura. Com o crescimento do sistema, essa duplicação torna a escalabilidade mais dispendiosa e inviável.

Por meio da estrutura de microsserviços, a implantação e replicação é feita de forma independente em servidores, máquinas virtuais e containers e a gestão de crescimento é feita de acordo com sua necessidade e individualmente. 

6. Custos

Às vezes o barato pode sair mais caro. O sistema monolítico é mais simples e em um primeiro momento pode ter um custo menor. No entanto, com o tempo e o aumento da complexidade e exigência de recursos do sistema, o modelo pode ter um custo mais elevado. 

Com a arquitetura de microsserviços, acontece o oposto. Mesmo que a implementação inicial exija maiores investimentos, com o tempo os sistemas independentes oferecem um melhor custo-benefício. 

Até mesmo terceirizar o desenvolvimento de microsserviços, com integrações prontas, pode reduzir custos significativamente.

7. Integração

A comunicação entre os microsserviços deve ser uma prioridade para quem usa software com esse modelo de arquitetura. A integração com outros serviços por meio de APIs complementa o sistema e simplifica a oferta de novos produtos e serviços para os clientes de uma empresa. 

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