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Transformação digital começa com nova cultura organizacional

Transformação digital. O termo não é novo quando assunto é tecnologia para o mercado financeiro, tanto que o setor terá, neste ano, maiores orçamentos para investir em iniciativas do tipo.

Mas, o mesmo avanço tecnológico que é uma questão de sobrevivência para as instituições que querem ser relevantes para os seus clientes tem dentro de casa seu grande opositor: as rotinas das quais os próprios colaboradores se apegam.

A Cedro Technologies, por meio do Cedro Insights — provedor de inteligência de mercado e tecnologia para o setor financeiro e negócios digitais — conduziu o estudo “Transformação Digital: um panorama da visão dos principais gestores de tecnologia nas principais instituições financeiras do País”.

Realizado em abril de 2018 com 100 executivos de tecnologia do mercado financeiro, a cultura organizacional é a principal dificuldade para a implementação da transformação digital, tendo sido apontada por 36,72% dos respondentes.

Um levantamento realizado McKinsey&Company teve resultados similares aos da Cedro Technologies. A consultoria americana apurou que o principal gargalo na adoção de novas ferramentas tecnológicas é a falta de uma cultura forte e comum.

Para 25% das empresas pesquisadas, o maior desafio é fomentar uma política avessa ao risco e à experimentação. Já a outras 20% a falta de uma compreensão dos objetivos quanto às tecnologias adotadas é o impedimento maior.

É necessário então definir novas prioridades e modificar o mindset de cada colaborador. Mas como vencer a resistência do time interno às mudanças e implementar uma cultura organizacional? Descubra nesse post.

A importância da cultura organizacional na transformação digital

A cultura organizacional, em poucas palavras, aceita ou bloqueia um novo processo. E a era da tecnologia para o mercado financeiro pode ter modificado e facilitado o relacionamento com o cliente, mas não alterou o primordial: o fator humano ainda é a base de uma organização. Se os colaboradores não forem envolvidos de maneira adequada, o sistema adotado está fadado a ser subutilizado ou mesmo aposentado.

Quantas vezes já se ouviu histórias sobre investimentos altíssimos em hardware e software que simplesmente se perderam? Pode ser a adoção de um ERP (Enterprise Resource Planning) que não trouxe produtividade ou um CRM (Customer Relationship Management) que não se converteu em novos leads e clientes.

E os motivos da não adoção são muitos: os colaboradores estavam acostumados com o sistema antigo e foram incapazes de se adaptar ou não foi considerada a experiência desse cliente durante a construção da ferramenta. Em resumo, o investimento aconteceu mas não houve uma condução desse processo para envolver a principal parte interessada: o usuário final.

O fato é que o sucesso da transformação digital vai depender da sua cultura organizacional. Veja, abaixo, oito dicas para que os reforçar a sua liderança e orientar os colaboradores quanto a entender e se envolver com as mudanças que virão.

1- Gestor à frente

Os colaboradores são um fator importante da cultura organizacional, mas eles não são os únicos responsáveis quando uma mudança não dá certo. A implementação de uma cultura organizacional voltada à transformação digital começa de cima para baixo. De nada adianta investir e colocar em prática as dicas acima se as lideranças não estão alinhadas. Um bom líder vence qualquer resistência interna.

As modificações devem percorrer todo o negócio: desde a presidência até o ‘chão de fábrica’. Lideranças fracas, desunidas e que não se comunicam colocam a perder todos os resultados que foram conquistados. Elas precisam ser a primeiras a acreditar na transformação.

2- Entrar em sintonia

Uma das dificuldades da adoção de novas tecnologias é a falta de sintonia entre os funcionários e a gestão. Um estudo da consultoria Capgemini revela que, enquanto 40% dos gestores acreditam que suas empresas têm uma cultura digital, apenas 27% dos colaboradores têm a mesma opinião.

A melhora desse cenário envolve, basicamente, encurtar distâncias entre você e seu time. Isso vai assegurar que todos estejam envolvidos da mesma forma e a estratégia seja um sucesso.

3- Ter uma estratégia clara

Além de todas as partes estarem envolvidas de forma igual, é importante também que os passos durante a adoção sejam claros. Nessa tarefa as áreas de Comunicação, Marketing e até Recursos Humanos são aliadas importantes.

Assim, é importante desenvolver comunicações periódicas sobre as mudanças: jornal mural, e-mail marketing e posts das ferramentas de comunicação interna, por exemplo. Todo esforço é válido para deixar clara a estratégia da empresa.

# 4- Engajar lideranças

Outra ação importante é envolver diretamente os líderes de cada setor que será impactado. Eles serão os influenciadores diretos para os usuários da nova ferramenta, capazes de potencializar sinergias e a troca de competências entre as equipes.

5- Ouvir novas ideias

Os usuários finais não são meros expectadores. Para melhorar a cultura organizacional é necessário envolvê-los em todas as fases do processo. Faz parte desta tarefa escutar feedbacks, ideias e opiniões, mantendo uma discussão sadia e produtiva. Quanto mais unida e dedicada a equipe estiver, melhores serão os resultados.

6- Valorizar talentos

É importante valorizar os colaboradores que enxerguem o futuro da  tecnologia para o mercado financeiro. Suas habilidades irão ajudar, ainda mais, a impulsionar os esforços para propagar a mensagem de mudança dentro do ambiente de trabalho, principalmente junto aos mais resistentes.

7- Qualificar

Investir na formação de novas competências digitais também vale a pena. O fundamental é fazer o máximo para nivelar os diferentes níveis de aprendizagem e qualificação. O objetivo é garantir que o time esteja preparado para enfrentar o novos desafios que surgirão a partir da adoção de novas ferramentas digitais.

Outra ação importante é promover a colaboração entre equipes com qualificações distintas. Isso vai disseminar conhecimento, fomentar novas ideias e promover a integração entre diferentes times.

8- Estimular o ‘senso de dono’

São inúmeros os exemplos de implantações que não deram certo por falta de engajamento. Não adianta adotar um novo sistema se ele for usado apenas nos primeiros meses, sendo deixado de lado quando surgir alguma dificuldade.

É necessário, além de ouvir ideias durante a construção e realizar uma capacitação para quem for usar o software, que os feedbacks da equipe continuem abertos para serem realizados. Isso vai minimizar a utilização automática e todos buscarão os melhores resultados, além de incentivar melhorias e facilitar decisões dos gestores. É, simplesmente, estimular o pensamento de dono.

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Equipe Cedro

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