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Psicologia do Teste: Será?

A palavra “Psicologia” é bem conhecida por milhares de pessoas. Mas e o termo Psicologia do Teste, te lembra alguma coisa, caro leitor? Pois é, existe mesmo. A área de teste de software ganhou reconhecimento tem pouco tempo. Porém, nas décadas de 1970, 1980 e 1990 , quem faziam os testes eram os próprios desenvolvedores (teste unitário) e o usuário (teste de aceite) testando os softwares já em ambientes de produção, mediante essa informação você deve estar se perguntando: “porque o desenvolvedor não poderia testar seu próprio software?”.

Realmente, eles estão aptos, porém, de acordo com o Syllabus (Certified Tester Foundation Level Syllabus-Versão 2011br), a forma de pensar utilizada enquanto se está testando e revisando é diferente da utilizada enquanto se está analisando e desenvolvendo.

Com a sua forma de pensar, os desenvolvedores estão aptos a testarem seus próprios códigos. No entanto, a separação desta responsabilidade para um testador é tipicamente feita para ajudar a focalizar o esforço e prover benefícios adicionais, como uma visão independente, profissional e treinada de recursos de teste. Teste independente pode ser considerado em qualquer nível de teste.

Teste independente? Ou substituição?

Calma, certo grau de independência (evitando a influência do autor) muitas vezes representa uma forma eficiente de encontrar defeitos e falhas. Independência não significa simplesmente uma substituição, tendo em vista que os desenvolvedores podem encontrar defeitos no código de maneira eficiente. Níveis de independência podem ser definidos como:

  • teste elaborado por quem escreveu o software que será testado (baixo nível de independência);
  • teste elaborado por outra(s) pessoa(s) (por exemplo, da equipe de desenvolvimento);
  • teste elaborado por pessoa(s) de um grupo organizacional diferente (ex.: equipe independente de teste);
  • teste elaborado por pessoa(s) de diferentes organizações ou empresas (terceirizada ou certificada por um órgão externo), conforme mencionado no Syllabus.

Qualidade vs Desenvolvimento?

Várias áreas do desenvolvimento podem encarar o teste de software como uma atividade “destrutiva”, pois, identificar falhas durante o teste, pode ser considerado uma crítica contra o produto e o autor (responsável pelo produto). Sendo assim, nestes casos, o teste é visto como uma atividade destrutiva, apesar de ser construtiva para o gerenciamento do risco do produto. Procurar por falhas em um sistema requer curiosidade, pessimismo profissional, um olhar crítico e atenção ao detalhe. Antes de pensar na palavra “destrutiva”, lembre-se: pessoas e projetos são direcionados por objetivos, tendo foco principal os interesses do cliente.

Como a psicologia do teste poderia ser aplicada?

Primeiramente, a maneira como se reporta algo a alguém, no Syllabus (Certified Tester Foundation Level Syllabus-Versão 2011br) diz o seguinte: se os erros, defeitos ou falhas são comunicados de uma forma construtiva, podem-se evitar constrangimentos entre as equipes de teste, analistas e desenvolvedores, tanto na revisão quanto no teste.

Outra questão, também reportado no Syllabus (Certified Tester Foundation Level Syllabus-Versão 2011br) é o seguinte: o testador e o líder da equipe de teste precisam ter boa relação com as pessoas para comunicar informações sólidas sobre os defeitos, progresso e riscos de uma forma construtiva. A informação do defeito pode ajudar o autor do documento de software a ampliar seus conhecimentos. Defeitos encontrados e resolvidos durante o teste trará ganho de tempo e dinheiro, além de reduzir os riscos.

Como podemos melhorar?

Antes de reportarem algo aos demais, pense no seguinte: “Se coloque no mesmo lugar”. Problemas de comunicação podem ocorrer, especialmente se os testadores forem vistos somente como mensageiros de más notícias ao informar os defeitos. De qualquer forma, existem formas de melhorar a comunicação e o relacionamento entre os testadores e os demais:

  • começar com o espírito de colaboração, ao invés de disputa (conflitos), onde todos têm o mesmo objetivo para alcançar a melhor qualidade do sistema;
  • comunicar os erros encontrados nos produtos de uma forma neutra, dar foco no fato sem criticar a pessoa que o criou, por exemplo, escrevendo objetivamente o relatório de incidentes.
  • tentar compreender como a pessoa se sente ao receber a notícia e interpretar sua reação.  Confirmar que a outra pessoa compreendeu o que você relatou e vice-versa.

Mediante tais informações, podemos concluir o seguinte: devemos manter o foco nos resultados, e nos atualizar que em meados do século XXI não existem “disputas”, mas sim “entregas”.

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Iara Evangelista Faria

Iara Evangelista Faria

Atua na área de qualidade na Cedro Technologies, pretende aprofundar seus conhecimentos nessa área e garantir que os processos de teste sejam aplicados de forma correta.