home Sem categoria O futuro já chegou?

O futuro já chegou?

Provavelmente, você já se perguntou como seria viver no futuro. Veículos autônomos, drones por toda parte, inteligência artificial nos livrando de tarefas chatas e a tecnologia sendo utilizada como principal arma na erradicação de doenças que hoje desafiam nossa medicina.

Muitas das coisas citadas já estão acontecendo, enquanto outras, precisarão de, pelo menos, uma década para se tornarem realidade. É claro que para saber o que o futuro nos reserva, não é preciso ser vidente, basta acompanhar as novidades tecnológicas que a cada dia são anunciadas freneticamente ou ainda se inteirar sobre avanços alcançados  pela comunidade científica. Mas do que adianta saber tudo sobre o último modelo de smartphone lançado ou sobre o carro movido a eletricidade, se não conseguimos visualizar como isso pode de fato nos transportar para o futuro?

Em uma conversa com um colega, aqui na Cedro, na qual ele compartilhava comigo sua visão sobre o impacto que a revolução na indústria automobilística causaria na nossa sociedade, pude perceber o quão despreparados estamos para nos depararmos com o futuro. É lógico que substituir a frota atual movida a combustão, além de reduzir o nível de CO2 na atmosfera, irá nos libertar da dependência doentia de combustíveis fósseis. Mas você já parou para pensar como automóveis com uma configuração mecânica bastante diferente da atual impactaria empresas que produzem peças de motores a combustão? Ou como as centenas de milhares de trabalhadores dessa indústria seriam afetados?

Não estou sugerindo que evitemos o futuro para garantir o presente, é óbvio que todo avanço requer adaptação, o que, por sua vez, abre novas possibilidades no mercado. Mas eu me pergunto, estamos preparados para esse avanço ou vamos nos desesperar quando percebermos que estamos obsoletos para lidar com essa nova configuração da cadeia produtiva?

A Singularity University publicou um relatório que aponta que em 2024, lidar com  inteligência artificial aumentada será pré-requisito para a maioria dos empregos e que em 2028 a energia solar e eólica terá substituído quase que em 100% a dependência de combustíveis fósseis em todo o globo.

Você pode estar se perguntando: para que me preocupar com algo que irá acontecer daqui a  7 ou 10 anos? O que você me diz então de uma revolução que está acontecendo agora mesmo, a invasão de assistentes virtuais dotados de inteligência artificial, atuando lado a lado com atendentes humanos em grande parte das empresas? Ou ainda, Softwares Cognitivos, que através de análise de dados consegue sintetizar informações com coerência, atingindo uma capacidade intelectual nunca antes vista em máquinas. Softwares de reconhecimento facial, reconhecimento vocal, além de algoritmos que influenciam investidores nas bolsas mundo afora, são alguns dos exemplos do futuro que já vivemos diariamente.  

Vejo muitas pessoas se perguntando se a tecnologia irá nos substituir a ponto de nos tornarmos dispensáveis, mas acho que o que realmente devemos nos perguntar é onde a tecnologia pode e deve nos substituir, encontrando assim uma aliada e não algo a temer.

Talvez o mais importante não seja saber se o futuro já chegou e sim se estamos prontos para quando ele chegar. Você está?

Gostou? Compartilhe:

Bruno Luiggi

Bruno Luiggi

Formado em Comunicação Social e especialista em prospecção comercial. Atua na área de abertura de novos mercados na Cedro Technologies.