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Como foi o Mobile Summit Brazil 2017

Nos dias 8 e 9 de dezembro, aconteceu em Porto Alegre o evento Mobile Summit Brazil 2017, que abordou assuntos tanto para desenvolvedores quanto para quem é da área de marketing digital.

No primeiro dia do evento, business day, Gabriel Engel mostrou como o projeto Rocket.Chat, que é open source, se tornou uma empresa de 60 milhões de reais. Ele contou que depois de muito trabalho e a colaboração de diversas pessoas, inclusive investidores fora do Brasil, foi possível aperfeiçoar o projeto e agregar valor a ele.

Juliana Assunção falou sobre Mobile Growth Marketing, mostrando que ao lançar uma aplicação mobile, além da importância da aquisição de novos usuários, é muito importante reter e obter a fidelização dos mesmos. A aquisição está muito ligada à visibilidade, e para isso é preciso ter uma estratégia de marketing que chame atenção das pessoas para o seu aplicativo. É muito utilizada a estratégia ASO( App Store Optimization), como por exemplo, dar o nome do aplicativo relacionado ao que ele faz, pois quando um usuário pesquisar na loja por uma palavra-chave, o nome colabore para que ele seja encontrado entre os primeiros resultados da lista.

O modelo ágil de squads foi abordado por Luciane Andreatta. Eles são times multi-disciplinares com autonomia de ponta a ponta, trazendo velocidade ao processo. Alguns pontos importantes:

  • É preciso ter autonomia e alinhamento dentro do squad para se ter um resultado rápido do que precisa ser resolvido
  • Uma pessoa em um squad serve somente ao objetivo do squad, o foco não é dividido entre outras tarefas de outros squads
  • Reuniões para compartilhar conhecimento entre pessoas que tem a mesma função dentro de um squad são chamadas de guild
  • O squad tem um único líder para dizer o que precisa ser feito

O propósito do squad nunca é maior que o propósito da empresa, pois é preciso ouvir uns aos outros e trabalhar juntos para que esse modelo funcione.

Jana Ramos mostrou como Growth Hacking é eficaz no marketing de vendas de um produto e que não podemos nos basear em hipóteses para resolver um problema e sim analisar e testar para chegar a uma conclusão objetiva.

Ciência de dados foi abordada por Júlia Kikuye, que chamou a atenção pelo fato das startups estarem ganhando mais espaço no mercado por investirem na ciência de dados como ferramenta inteligente para a tomada de decisões, pensando nos problemas a partir de dados – ou seja, modelos data-driven).

Juliana Salgado palestrou sobre a gestão de produtos por evidência no iFood. É muito importante observar o comportamento e os comentários dos usuários para melhorar o produto e, na dúvida, perguntar para o ele o que é preciso melhorar.

Experiência de usuário na criação de Bots, por Caio Calado, mostrou que existe um grande gap entre a expectativa e a realidade dos bots, e que o objetivo é que as pessoas conversem com as empresas assim como elas falam com os amigos.

E para finalizar o primeiro dia, Cynthia Zanoni falou da Transformação Digital desde os bytes à experiência do consumidor, ressaltando a importância de fazer algo que realmente muda a vida das pessoas para melhor.

O segundo dia, tech day, foi mais técnico, com o foco nas implementações e ferramentas.

Felipe de Moura falou sobre as Progressive Web Apps (PWAs) e os benefícios que os Services Workers trazem, sendo que alguns deles são:

  • Rodam em escopo próprio
  • Uma vez registrados, rodam em background
  • Redirecionamento e tratamento de erros

Eles possuem estratégias offline first (carregam as informações que estão em cache antes de buscar online), online first(carregam informações online antes de verificar se elas já existem em cache) e fastest (buscam informações em cache e online ao mesmo tempo).

Os benefícios do Kotlin foram descritos por Thiago Cortat Tavares. O Kotlin se tornou a linguagem principal do Android, ele roda em JVM e é focado em interoperabilidade e possui o Null Safety, que é destinado a eliminar o perigo de referências nulas do código. Kotlin é muito semelhante ao Swift e também lembra o Ruby.

Tomaz Rocha e Vinicius Suzuk deram uma visão geral sobre os Instant Apps. Os Instant Apps permitem que aplicativos Android sejam executados instantaneamente, sem precisar de instalação. Eles são mais leves e não têm a função de push notification e serviços em background.

Loiane Groner mostrou como é possível construir aplicativos híbridos com Ionic 2 (Angular + Cordova). Com auxílio do Cordova, é possível gerar os projetos nativos do aplicativo.

Fastlane e Bitrise são ferramentas para automatização e integração contínua: Henrique Morbon mostrou Match e Gym, ferramentas do Fastlane, sendo que o primeiro auxilia no processo de gerar certificados da Apple de forma automatizada e o segundo é utilizado para gerar builds com facilidade.

Txai Weiser discutiu sobre os pontos importantes que um desenvolvedor IOS precisa saber, como técnicas de debug, gerenciamento de memória, segurança, entre outros. Já Angelo Belchior mostrou como o Xamarin Forms e o Xamarin Live Player, juntos, são uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de aplicativos nativos utilizando C#.

E por último, a verdadeira Transformação Digital foi muito bem ilustrada por Alexandre Costa, que destacou a importância da tecnologia na vida das pessoas e como essa tecnologia pode ajudar a melhorar e salvar muitas vidas. E não ignorar componentes nativos, pois eles carregam funções de acessibilidade que podem ser esquecidas ao implementar novos componentes do zero.

Tatiane Silva, desenvolvedora da Cedro, viajou ao Mobile Summit Brazil a convite da empresa.

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Tatiane Silva

Tatiane Silva

Analista de Desenvolvimento Mobile Trainee para Android e Windows Phone da Cedro.