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Blockchain como serviço permite às empresas testar a tecnologia de banco de dados distribuído

O uso do blockchain está crescendo aos poucos, mas os provedores em nuvem já trabalham para oferecê-lo como um serviço corporativo (Blockchain como Serviço – BaaS). Isso poderia ajudar as empresas que não querem assumir o custo de uma nova arquitetura ou contratar desenvolvedores para desenvolvê-lo e mantê-lo.

Na medida em que as empresas adotam a tecnologia de distributed ledgers (BDD ou banco de dados distribuídos) os grandes provedores de TI na indústria lançaram o BaaS (Blockchain como Serviço), uma nova forma de testar a tecnologia emergente sem o custo ou o risco de desenvolvê-la internamente.

As ofertas de BaaS poderiam ajudar as empresas que não querem construir uma nova infraestrutura ou tentar encontrar desenvolvedores internos, cuja demanda está crescendo.

“O fato é que ainda estamos no início da onda Blockchain”, disse Bill Fearnley Jr., diretor de pesquisa da IDC para Estratégias Globais de Blockchain. “Existem poucos profissionais com muitos anos de experiência prática.”

Embora o frenesi em torna dela, a tecnologia blockchain – que ganhou sua notoriedade inicial devido à criptomoeda Bitcoin – tem o potencial de oferecer um novo paradigma de compartilhamento de informação; provedores e empresas estão correndo para descobrir como podem usar banco de dados distribuídos para poupar tempo e reduzir custos administrativos.

As ofertas de BaaS são particularmente atraentes porque muitas empresas podem recorrer a seus atuais provedores na nuvem para o fornecimento dessa tecnologia emergente.

“Como com qualquer nova tecnologia, existe uma curva de aprendizado na medida em que é adotada por clientes empresariais”, diz Fearnley. “Uma vantagem de fechar parceria com um provedor BaaS é que os usuários podem alavancar as lições aprendidas pelo provedor para tornar seus sistemas mais seguros.” Os provedores de BaaS também estão agindo como consultores na tecnologia, diz Fearnley.

Em 2015, a Microsoft se tornou um dos primeiros provedores de software a oferecer BaaS em sua plataforma na nuvem Azure. Tal serviço é aberto para uma ampla gama de protocolos blockchain: suportando UTXO (protocolos de saída de transações não gastas) como Hyperledger; protocolos mais sofisticados como os de contratos inteligentes (smart contracts) da Ethereum; e outros à medida que são desenvolvidos, disse a Microsoft por e-mail.

Atualmente, o Azure suporta banco de dados distribuídos como Ethereum, Hyperledger Fabric, R3 Corda, Quorum, Chain Core e BlockApps.

Na semana passada, a Hewlett-Packard Enterprise (HPE) se uniu à longa lista de provedores de tecnologia que começaram a oferecer BaaS, a maioria dos quais está focada em firmas de serviços financeiros.

A HPE planeja oferecer um modelo de cobrança flexível, similar às ofertas de BaaS, com preços baseados no node do servidor, da CPU ou do servidor principal.

O novo blockchain SaaS da HPE é baseado no Corda, uma plataforma blockchain desenvolvida pelo R3, um consórcio bancário de Nova York. O R3 da Corda é o maior consórcio comercial entre bancos, seguradoras e outros no ambiente blockchain, de acordo com Martha Bennet, analista do Forrester Research.

As Fintechs estão entre as primeiras a abraçar o blockchain.

O Corda se tornou um banco de dados distribuído de código aberto quando a R3 cedeu o código ao the Linux Foundation’s Hyperledger development project.

A Oracle também lançou seu BaaS baseado no Linux Foundation’s Hyperledger Project, tal qual a IBM, focando sua oferta de BaaS na permissão de transferências monetárias transfronteiriças.

No início deste ano, foi lançado o Hyperledger Project released Fabric 1.0, uma ferramenta colaborativa para a construção de redes corporativas baseadas em blockchain.

A SAP também lançou sua oferta BaaS no início do ano no Leonardo, sua plataforma digital de software.

Paulo Brody, líder de inovação global em tecnologia blockchain da Ernst & Young, disse que as plataformas BaaS permitirão às empresas testar bancos de dados distribuídos.

“Estamos testando todas as ofertas e aplicações desses diferentes provedores na nuvem e acabamos de lançar nosso OpsChain (operações e cadeia de suprimentos) na plataforma em nuvem da SAP, além da Leonardo”, diz Brody via e-mail. “Nossa hipótese é que, embora as plataforma BaaS/SaaS sejam muito úteis e facilitam a gestão, sua integração ao ERP tornará possível para as empresas tirar todo o valor potencial criado pelos blockchains.”

Como empresas administram seus negócios através de processos de ERP, pedir que retirem processos-chave do ERP pode tornar o uso do blockchain menos atraente, disse Brody.

Por exemplo, uma empresa tentando implantar um sistema de suprimentos baseado no blockchain já terá sistemas cuidadosamente produzidos de ERP de provedores como SAP para assegurar que só comprarão de fornecedores aprovados e que só usuários autorizados podem aprovar compras e pagamentos.

“O OpsChain da EY permite às empresas gerir arranjos complexos de suprimentos através de um blockchain e fazer coisas como controlar estoques e materiais à medida que são alimentados no sistema”, disse Brody. “Contudo, a proposta de valor seria, de alguma forma, diminuída se a empresa tivesse que reconstruir todas suas regras de fornecimento em nosso sistema blockchain.”

Ao integrar seu sistema OpsChain no BaaS da SAP, disse Brody, os compradores da EY podem ver e melhorar ações de gestão de fornecimento dentro das regras e sistemas de negócio existentes e, ao mesmo tempo, tirar proveito de todos os benefícios do blockchain, tais como a sua segurança inata natureza distribuída.

Tão seguro como o Blockchain possa ser, ele tem seus problemas. Isso se dá porque ele é edificado sob software que serve propósitos específicos, tais como pagamentos mobile, registros de saúde, ou mesmo conhecimento de transporte eletrônico (BL) de navios de carga. Como resultado, o blockchain depende de software aplicativo e criptografia.

O problema: existem centenas de startups desenvolvendo tecnologia blockchain que não usa necessariamente algoritmos testados.

Na semana passada, por exemplo, centenas de milhões de dólares em criptomoeda Ethereum (Ether) foram congelados devido a uma vulnerabilidade de código que permitiu a um usuário isolado bloquear US$ 300 milhões de outras pessoas.

“Como as últimas notícias sugerem, o teste se torna especialmente importante, pois revela o que acontece quando você une dados e conexões reais”, disse Fearnley.

“Para a maioria das empresas, o blockchain não será um projeto interno”, disse Fearnley. Embora existam algumas “inovações interessantes e poderosas” oriundas do banco de dados distribuído, “o desafio será montar uma equipe para construir e manter a rede funcionando.”

Esta é uma tradução do artigo Blockchain-as-a-service allows enterprises test distributed ledger technology

Autoria de Lucas Mearian

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Equipe Cedro

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